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COMUNA - COMUNIDADE ATIVA PRÉ-VESTIBULAR POPULAR

30/04/2009 GMT 1

PROJETO ROCK IN GARAGE

comunaprevestibularpopular @ 22:11

PROJETO ROCK IN GARAGE apresenta:
BANDA UTÓPICOS URBANOS (cover oficial do Barão Vermelho no Estado do Espírito Santo) e convidados:
BANDA BRÍGIDA D'LA PENHA (músicas próprias) e BANDA JAM S/A (pop rock).
Dia: 09 de maio de 2009
Local: Bar do Pantera
Rod. BR-262 - Campo Grande - Cariacica – ES, às 17 horas,
(em frente ao Café Praça 8)
Bilheteria: R$ 5,00

SHOW DE ESTRÉIA
13.09.2008 - BarrAcústico, Barra do Jucu, Vila Velha/ES

AGENDA BANDA UTÓPICOS URBANOS 2009:

07/03 - BAR DO PANTERA - CAMPO GRANDE, CARIACICA/ES, NO PROJETO ROCK IN GARAGE, COM A BANDA BRÍGIDA D'LA PENHA.

16/04 - PARTICIPAÇÃO NO SHOW DE RODRIGO SANTOS (BAIXISTA DO BARÃO VERMELHO) NA MÚSICA "POR QUE A GENTE É ASSIM", NO TURKZOO, VITÓRIA/ES.

25/04 - FESTA PARTICULAR - POCKET SHOW CONJUNTO COM A BANDA ESPÍRITO DE PORCO - COVER DOS TITÃS - PRAIA DA COSTA, VILA VELHA/ES.

09/05 - BAR DO PANTERA - CAMPO GRANDE, CARIACICA/ES, NO PROJETO ROCK IN GARAGE, COM AS BANDAS CONVIDADAS: BRÍGIDA D'LA PENHA E JAM S/A.

28/02/2009 GMT 1

Início das aulas na Comuna

comunaprevestibularpopular @ 18:16

Início das aulas na Comuna: 02 de março de 2009 às 19 horas, com apresentação de todos os professores e coordenadores da Comuna.

Alunos, professores e coordenadores, deverão ir de calça jeans ou qualquer outra calça comprida; as meninas devem evitar o uso de camisas e blusas com decote, o uso de bermudas e shorts pequeninos estão proibidos.

 A Coordenação

17/02/2009 GMT 1

MATRÍCULA

comunaprevestibularpopular @ 21:09

MATRÍCULA

03 e 04 de março de 2009, na UMEF Pedro Herkenhoff.

Documentos necessários à matrícula:

*Duas fotos 3x4, recentes.

*Fotocópia nítida do documento de identidade e seu original para conferência.

*Fotocópia nítida do CPF e seu original para conferência.

*Fotocópia do histórico escolar (diploma de conclusão) do Ensino Médio em Escola Pública Estadual e seu original para conferência.

*Declaração escolar comprovando matrícula na terceira série do Ensino Médio em Escola Pública Estadual.

*Fotocópia nítida do comprovante de renda e seu original para conferência.

*Fotocópia nítida do comprovante de residência do mês e seu original para conferência.

Serão aceitos para matrícula, como documento de identificação oficial, apenas os seguintes documentos: Cédula de identidade, emitida por Secretaria de Segurança Pública ou Polícia Militar dos Estados, ou pelas Forças Armadas da União; Cédula de identidade para estrangeiros, emitida por autoridade brasileira; Cédula de registro de classe/categoria que, por lei federal, tenham validade como documento de identidade; Passaporte brasileiro; Carteira Nacional de Habilitação, com foto; Carteira de Trabalho e Previdência Social, com foto.

Será recusado documento de identificação adulterado, danificado, rasurado, com prazo de validade vencido ou de não alfabetizado/infantil, ou cuja fotografia não permita identificar claramente o seu portador.

Nestes dias 3 e 4 de março de 2009, serão dadas as informações sobre a taxa de manutenção dos meses de março a dezembro de 2009 no valor de R$ 30,00 (trinta reais), sobre a venda e o uso obrigatório do uniforme Comuna, entrega do calendário de aulas e outras atividades. Será feita a leitura do Regimento Interno da COMUNA - Comunidade Ativa Pré-Vestibular Popular.

INÍCIO DAS AULAS

02 de março de 2009 às 19 horas na UMEF PEDRO HERKENHOFF com apresentação dos professores e coordenadores da Comuna

31/01/2009 GMT 1

PARABÉNS ALEXSANDER, CÍNTIA E JÉSSICA...

comunaprevestibularpopular @ 18:49

PARABÉNS AOS NOSSOS ALUNOS E ALUNAS QUE PASSARAM NO VEST-UFES 2009...TEMOS MUITO ORGULHO DE VOCÊS:

ALEXSANDER COSTA TAVARES - HISTÓRIA (DIURNO) - 1o. SEMESTRE - 62,41 PONTOS
CINTIA MARIA DE OLIVEIRA - ARQUIVOLOGIA - 1o. SEMESTRE - 71,48 PONTOS
JÉSSICA ADRIANE DE SOUZA - FÍSICA (DIURNO) 1o. SEMESTRE - 54,12 PONTOS

FELICIDADES, A VIDA ESCOLAR DE VOCÊS SÓ ESTÁ COMEÇANDO.

COMUNIDADE ATIVA PRÉ - VESTIBULAR POPULAR

28/12/2008 GMT 1

MANUAL DO CANDIDATO - PROCESSO SELETIVO COMUNA 2009

comunaprevestibularpopular @ 19:48

PUBLICAÇÃO DO EDITAL

28 de dezembro de 2008 em locais de grande aglomeração popular e no blog da COMUNA -  Comunidade Ativa Pré-Vestibular Popular 

PERÍODO DE INSCRIÇÕES, LOCAL, HORÁRIO E TAXA

De 13 a 19 de janeiro de 2009, na UMEF Pedro Herkenhoff, Rua Octavio Borin s/n, Cobilândia, próximo ao Casamata Material de Construção, das 18:30 as 21 horas, no valor de R$ 20,00 (vinte reais) - não haverá devolução de taxa em nenhuma hipótese ou circunstância, ficando a mesma como doação para a COMUNA - Comunidade Ativa Pré-Vestibular Popular. A retirada ou não deste material pelo blog é de responsabilidade do candidato.

DIVULGAÇÃO DA LISTA COM  CANDIDATOS INDEFERIDOS

26 de janeiro de 2009, no blog.

PERÍODO DE PALESTRAS DE CARÁTER ELIMINATÓRIO COM TEMAS VARIADOS

De 09 a 13 de fevereiro de 2009, na UMEF Pedro Herkenhoff, das 19 as 22 horas.

09.02.2009 - Ética e Cidadania: Um outro mundo é possível.

10.02.2009 - Políticas Públicas para a Juventude.

11.02.2009 - O Sistema de Cotas.

12.02.2009 - Análise de Conjuntura: Municipal, Estadual, Nacional e Mundial.

13.02.2009 - Realidade Histórica: O Pré-Vestibular Popular.

PROVA

Prova objetiva com 60 (sessenta) questões, comum a todos os candidatos, no dia 15 de fevereiro de 2009, das 14 as 18 horas, na UMEF Pedro Herkenhoff.

 PROGRAMAS DO PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NA COMUNA NO ANO LETIVO DE 2009

BIOLOGIA

A prova de Biologia será fundamentada em questões que abrangerão o conteúdo abaixo relacionado, que traduz uma programação esperada em nível de Ensino Médio.
1. Biologia da célula
1.1. A célula: estrutura e função das biomoléculas (DNA, RNA, proteínas, lipídios e
carboidratos); organização básica das células procariótica e eucariótica; estrutura e função das
organelas citoplasmáticas; núcleo e cromatina; mitose, meiose e gametogênese; alterações no
material genético.
1.2. Genética: genes; leis de Mendel; padrões de herança; alelos múltiplos; interação gênica,
ligação e recombinação genética; mutação, técnica de recombinação genética artificiais e suas
aplicações, DNA recombinante, a Genômica e sua utilização; genética clássica, Genética de
população citogenética.
1.3. Biotecnologia: conceitos básicos, processos biotecnológicos e suas aplicações.
1.4. Processos e etapas da síntese de biomoléculas; o metabolismo das organelas
citoplasmáticas e a sua regulação; estrutura da cromatina (nucleossomos e níveis superiores de
compactação) mecanismos de produção das alterações do material genético.
2. Biologia dos organismos: humanos, animais, plantas, fungos, algas, protozoários,
bactérias e vírus.
2.1. Aspectos gerais:
2.1.1. Sistemas de classificação, regras de nomenclatura, conceito de espécie, categorias
taxonômicas, diversidade.
2.1.2. Caracterização dos grupos de organismos, aspectos econômicos e ecológicos.
2.2. Organização estrutural:
2.2.1. Morfologia externa e interna; tecidos e suas funções.
2.3. Fisiologia:
2.3.1. Fotossíntese, nutrição, digestão e respiração, circulação e excreção.
2.3.2. Sistemas de proteção, sistemas de sustentação e locomoção: sistemas nervoso e
endócrino; órgãos do sentido.
2.4. Reprodução e crescimento:
2.4.1. Tipos de reprodução, ciclos de vida e importância.
2.4.2. Reprodução, desenvolvimento embrionário.
2.4.3. Diferenciação celular.
2.5. Saúde, higiene e saneamento básico:
2.5.1. Princípios básicos de saúde, principais epidemias e endemias no Brasil; ciclos de
vida e profilaxia de doenças infecto-contagiosas e parasitárias.
2.5.2. Causas, conseqüências e implicações sociais de doenças carenciais, infectocontagiosas
e parasitárias.
2.5.3. Defesas do organismo; imunidade passiva e ativa.
3. Biologia das comunidades
3.1. Evolução: origem da vida; evidências da evolução; teorias e mecanismos; evolução do
homem.
3.2. Ecologia: ecossistemas e biosfera; relações tróficas entre os seres vivos; ciclos
biogeoquímicos; biomassa; dinâmica das populações; conservação e preservação da natureza
(impacto humano, poluição e biocidas, ecossistemas e espécies ameaçadas de extinção); relação
saúde, educação e ambiente.

FÍSICA
O objetivo da prova de física é avaliar os candidatos que potencializem condições de desenvolvimento e aprendizagem da física segundo os novos paradigmas propostos na Lei de Diretrizes e Bases do Ensino Médio.
1. Conceitos preliminares
1.1. Grandezas físicas.
1.1.1. Grandezas escalares e vetoriais.
1.1.2. Dimensões e análise dimensional.
1.2. Medidas e grandezas físicas.
1.2.1. Sistemas de unidades.
1.2.2. Algarismos significativos, erros e desvios.
1.2.3. Notação científica.
2. Mecânica
2.1. Cinemática escalar.
2.1.1. Ponto material.
2.1.2. Repouso, movimento e sistemas de referência.
2.1.3. Localização de um ponto material. Espaço.
2.1.4. Velocidade escalar média e instantânea.
2.1.5. Aceleração escalar média e instantânea.
2.1.6. Movimento uniforme.
2.1.7. Movimento uniformemente variado.
2.2. Cinemática vetorial.
2.2.1. Vetores posição e deslocamento.
2.2.2. Vetor velocidade.
2.2.3. Vetor aceleração.
2.2.3.1. Acelerações tangencial e normal (centrípeta).
2.2.4. Movimento retilíneo uniforme.
2.2.5. Movimento retilíneo uniformemente variado.
2.2.5.1. Queda livre.
2.2.5.2. Lançamento vertical.
2.2.6. Movimento no plano. Lançamento oblíquo.
2.2.7. Movimento no espaço tridimensional.
2.2.8. Movimento relativo.
2.3. Cinemática angular.
2.3.1. Grandezas angulares.
2.3.2. Movimento circular uniforme.
2.3.3. Movimento circular uniformemente variado.
2.4. Dinâmica.
2.4.1. Inércia (massa inercial).
2.4.2. Momento linear (quantidade de movimento).
2.4.3. Força.
2.4.3.1. Força peso (campo gravitacional uniforme).
2.4.3.2. Força normal.
2.4.3.3. Forças de atrito. Atrito estático e dinâmico. Forças de arrasto, velocidade
limite.
2.4.3.4. Tração.
2.4.3.5. Força elástica. Lei de Hooke.
2.4.3.6. Forças em trajetórias curvilíneas.
2.4.4. Leis de Newton.
2.4.5. Aplicações das Leis de Newton.
2.4.6. Trabalho e potência.
2.4.7. Energia mecânica.
2.4.7.1. Energia cinética. Teorema da energia cinética.
2.4.7.2. Energia potencial.
2.4.7.2.1. Forças conservativas e forças dissipativas.
2.4.7.2.2. Energia potencial gravitacional (campo gravitacional uniforme).
2.4.7.2.3. Energia potencial elástica.
2.4.8. Sistema de partículas.
2.4.8.1. Centro de massa.
2.4.8.2. Momento linear total.
2.4.9. Leis de conservação.
2.4.9.1. Conservação da energia mecânica.
2.4.9.2. Conservação do momento linear.
2.4.9.3. Colisões elásticas e inelásticas em uma e duas dimensões.
2.5. Estática.
2.5.1. Torque (momento) de uma força.
2.5.2. Equilíbrio dos corpos rígidos.
2.5.2.1. Equilíbrio de translação.
2.5.2.2. Equilíbrio de rotação.
2.6. Hidrostática.
2.6.1. Densidade e massa específica.
2.6.2. Pressão e pressão hidrostática.
2.6.3. Teorema de Stevin.
2.6.4. Princípio de Pascal.
2.6.5. Teorema de Arquimedes. Empuxo.
2.7. Gravitação.
2.7.1. Leis de Kepler.
2.7.2. Lei da gravitação universal.
2.7.3. Campo gravitacional.
2.7.4. Energia potencial gravitacional.
2.7.5. Órbitas circulares.
2.8. Oscilações.
2.8.1. Movimento periódico e oscilatório.
2.8.2. Movimento harmônico simples.
2.8.2.1. Equações horárias do M.H.S.
2.8.2.2. Energia no M.H.S.
2.8.2.3. Gráficos do M.H.S.
2.8.3. Oscilações amortecidas, forçadas e ressonância.
3. Termodinâmica
3.1. Termometria.
3.1.1. Equilíbrio térmico e temperatura.
3.1.2. Equações termométricas.
3.1.3. Escalas termométricas.
3.2. Dilatação térmica.
3.2.1. Dilatação térmica nos sólidos.
3.2.2. Dilatação térmica nos líquidos.
3.3. Calorimetria.
3.3.1. Energia térmica e calor.
3.3.2. Calor sensível e calor latente.
3.3.3. Capacidade térmica e calor específico.
3.3.4. Princípio geral das trocas de calor.
3.4. Mudanças de fase.
3.4.1. Estados da matéria.
3.4.2. Diagrama de fases.
3.4.3. Transição sólido « líquido.
3.4.4. Transição líquido « vapor.
3.4.5 Transição sólido « vapor.
3.5. Transmissão do calor.
3.5.1. Condução térmica.
3.5.1.1. Lei de Fourier.
3.5.2. Convecção térmica.
3.5.3. Irradiação térmica.
3.6. Gases ideais.
3.6.1. Propriedades do gás ideal.
3.6.2. Variáveis de estado.
3.6.3. Transformações gasosas.
3.6.3.1. Isobárica.
3.6.3.2. Isocórica.
3.6.3.3. Isotérmica.
3.6.3.4. Adiabática.
3.6.4. Lei geral dos gases ideais.
3.6.5. Teoria cinética dos gases.
3.7. Leis da termodinâmica.
3.7.1. Trabalho nas transformações gasosas.
3.7.2. Primeira Lei da Termodinâmica e energia interna.
3.7.3. Calor específico dos gases. Relação de Mayer.
3.7.4. Transformações cíclicas.
3.7.5. Máquinas térmicas e frigoríficas.
3.7.6. Ciclo de Carnot.
3.7.7. Escala absoluta termodinâmica.
3.7.8. Processos reversíveis e irreversíveis.
3.7.9. Segunda Lei da Termodinâmica e entropia.
4. Ondas
4.1. Propagação.
4.1.1. Pulso e trem de ondas.
4.1.2. Natureza das ondas.
4.1.3. Ondas transversais e longitudinais.
4.1.4. Ondas uni, bi e tridimensionais.
4.1.5. Ondas mecânicas.
4.1.5.1. Ondas periódicas.
4.1.5.1.1. Freqüência, período e comprimento de onda.
4.1.5.1.2. Frente e raio de onda. Princípio de Huygens.
4.1.5.2. Velocidade de propagação.
4.1.5.3. Equação de onda.
4.1.6. Ondas eletromagnéticas (luz).
4.1.7. Potência e intensidade de uma onda.
4.2. Superposição.
4.2.1. Reflexão.
4.2.1.1. Leis de reflexão.
4.2.2. Refração.
4.2.2.1. Índice de refração.
4.2.2.2. Leis de refração.
4.2.2.3. Propagação em meios não-homogêneos.
4.2.3. Difração.
4.2.4. Interferência.
4.2.4.1. Princípio de superposição.
4.2.4.2. Batimentos.
4.2.4.3. Ondas estacionárias.
4.2.4.4. Experiência de Young.
4.2.5. Polarização.
4.3. Ondas sonoras.
4.3.1. Timbre e altura.
4.3.2. Audição e percepção do som.
4.3.3. Reflexão de ondas sonoras.
4.3.3.1. Reforço.
4.3.3.2. Reverberação.
4.3.3.3. Eco.
4.3.4. Cordas vibrantes.
4.3.5. Tubos sonoros.
4.3.6. Efeito Doppler.
4.3.7. Onda de choque e estrondo sônico.
5. Óptica
5.1. Luz.
5.1.1. Propagação da luz.
5.1.2. Índice de refração.
5.1.3. O espectro da luz visível e as cores.
5.1.4. Fenômenos ópticos.
5.1.5. Princípios da óptica geométrica.
5.2. Reflexão da luz.
5.2.1. Leis da reflexão.
5.2.2. Espelhos planos.
5.2.3. Espelhos esféricos.
5.2.3.1. Propriedades dos espelhos esféricos de Gauss.
5.2.3.2. Construção geométrica de imagens.
5.2.3.3. Estudo analítico.
5.3. Refração da luz.
5.3.1. Leis de refração.
5.3.2. Dispersão da luz.
5.3.3. Reflexão total e ângulo limite.
5.3.4. Arco-íris.
5.3.5. Dioptro plano.
5.3.6. Lâmina de faces paralelas.
5.3.7. Prisma óptico.
5.3.8. Lentes esféricas.
5.3.8.1. Comportamento óptico.
5.3.8.2. Propriedades das lentes delgadas.
5.3.8.3. Construção geométrica de imagens.
5.3.8.4. Estudo analítico.
5.3.8.5. Equação dos fabricantes de lentes.
5.4. A visão humana.
5.4.1. O olho humano.
5.4.2. Miopia e hipermetropia.
5.4.3. Lentes corretoras das ametropias.
5.5. Instrumentos ópticos.
5.5.1. Instrumentos de projeção.
5.5.1.1. Máquina fotográfica.
5.5.1.2. Projetores.
5.5.2. Instrumentos de observação.
5.5.2.1. Lupa e microscópio.
5.5.2.2. Microscópio composto.
5.5.2.3. Luneta.
6. Eletromagnetismo
6.1. Eletrostática.
6.1.1. Natureza elétrica da matéria.
6.1.1.1. Carga elétrica.
6.1.1.2. Eletrização da matéria.
6.1.1.3. Condutores e isolantes.
6.1.2. Força elétrica e Lei de Coulomb.
6.1.3. Campo elétrico.
6.1.3.1. Movimento de um ponto material carregado sob a ação de um campo elétrico.
6.1.4. Potencial elétrico.
6.1.4.1. Trabalho realizado por um campo elétrico.
6.1.4.2. Energia potencial elétrica.
6.1.4.3. Potencial elétrico.
6.1.4.4. Superfícies equipotenciais.
6.1.5. Condutores isolados em equilíbrio eletrostático.
6.1.6. Corrente elétrica.
6.1.7. Geradores.
6.1.7.1. Força eletromotriz.
6.1.7.2. Lei de Pouillet.
6.1.7.3. Associação de geradores.
6.1.8. Receptores.
6.1.8.1. Força contra-eletromotriz.
6.1.8.2. Lei de Pouillet.
6.1.9. Potência elétrica.
6.1.10. Resistência elétrica e resistores.
6.1.10.1. Primeira Lei de Ohm.
6.1.10.2. Segunda Lei de Ohm. Resistividade.
6.1.10.3. Associação de resistores.
6.1.10.4. Efeito Joule.
6.1.10.5. Aparelhos de medida.
6.1.11. Capacitores.
6.1.11.1. Capacitância.
6.1.11.2. Associação de capacitores.
6.1.11.3. Energia armazenada em um capacitor.
6.1.11.4. Dielétricos.
6.1.12. Circuitos elétricos.
6.1.12.1. Leis de Kirchhoff.
6.1.12.2. Circuito RC.
6.2. Magnetostática.
6.2.1. Força magnética.
6.2.2. Campo magnético.
6.2.2.1. Movimento de um ponto material carregado sob a ação de um campo magnético.
6.2.3. Lei de Ampère.
6.2.3.1. Campo magnético de um fio retilíneo.
6.2.3.2. Campo magnético no centro de uma espira circular.
6.2.3.3. Campo magnético no interior de um solenóide.
6.3. Indução Eletromagnética.
6.3.1. Corrente elétrica induzida.
6.3.2. Força eletromotriz induzida.
6.3.3. Lei de Lenz.
6.3.4. Lei de Faraday.
6.3.5. Motores e geradores elétricos.
6.4. Propriedades magnéticas da matéria.
6.4.1. Diamagnetismo. Supercondutividade.
6.4.2. Paramagnetismo.
6.4.3. Ferromagnetismo.
6.4.3.1. Histerese.
6.4.3.2. Temperatura de Curie.
6.5. Corrente alternada.
6.5.1. Corrente alternada senoidal.
6.5.2. Valores eficazes.
6.5.3. Transformador.
7. Física Moderna
7.1. Relatividade especial ou restrita.
7.1.1. Transformações de Galileu.
7.1.2. Transformações de Lorentz.
7.1.2.1. Contração do comprimento.
7.1.2.2. Dilatação do tempo.
7.1.3. Postulados de Einstein.
7.1.4. Equivalência massa-energia.
7.2. Física Quântica.
7.2.1. Efeito fotoelétrico.
7.2.2. Postulado de Broglie.
7.2.3. Dualidade onda-partícula.
7.2.4. Princípio de incerteza de Heisenberg.
7.3. Estrutura do átomo.
7.3.1. Modelo Atômico de Bohr.
7.3.2. Absorção e emissão de radiação.
7.4. Física Nuclear.
7.4.1. Decaimentos alfa, beta e gama.
7.4.2. Vida média e meia vida.
7.4.3. Fissão e fusão nuclear.

GEOGRAFIA

O programa de Geografia foi elaborado em coerência com os conteúdos desenvolvidos no Ensino Fundamental e Médio. Portanto, a abordagem dos temas propostos, considerando a dinâmica, a cientificidade e a
especificidade da ciência geográfica, deverão permitir a verificação da capacidade de análise,síntese, analogia, aplicação e avaliação na interpretação dos processos e formas de produção e organização do espaço mundial e brasileiro. Dentro dessa ótica, poderão ser, também, abordados aspectos geográficos do Estado do Espírito Santo.

1. Organização e produção do espaço mundial
1.1. Espaço e território no mundo globalizado: implicações econômicas, políticas e culturais do
processo de globalização.
1.2. Constituição e expansão dos territórios; surgimento do Estado e seu papel na organização
territorial e nas relações de produção; evolução do Estado e os problemas do mundo atual.
1.3. Reordenação do espaço Mundial: os modos de produção, suas especificidades e
repercussões na organização espacial.
1.4. Os conflitos geopolíticos e étnicos e as reconfigurações territoriais do mundo
contemporâneo.
1.5. O espaço agrário: Estrutura fundiária; transformações recentes no espaço agrário;
organização e dinâmica da produção agrícola; relações de trabalho no campo; transformações nas
relações campo-cidade.
1.6. O processo de urbanização e metropolização. Redes e hierarquias urbanas, metrópoles
regionais e globais; problemas urbanos.
1.7. População: crescimento; distribuição; mobilidades; conflitos étnicos e religiosos;
condições de vida e de trabalho.
1.8. A regionalização do espaço mundial: da bipolarização à multipolarização.
1.9. Formação e perspectivas dos blocos regionais.
1.10. O espaço regional latino-americano: identidades sócio-econômicas e culturais e as
tentativas de integração regional.
1.11. Globalização e fragmentação “desintegradora” do espaço: as regiões excluídas e suas
organizações econômicas e políticas.
1.12. Panorama energético mundial.
1.13. Circulação de pessoas, mercadorias e informações.
2. A formação, organização e produção do espaço brasileiro e do Espírito Santo.
2.1. Dimensão política da organização do território – processo histórico e geográfico da
formação territorial do Brasil e do Espírito Santo.
2.2. A divisão territorial do trabalho no espaço brasileiro: produção, circulação e
(re)estruturação espacial.
2.3. O Brasil como potência regional na economia mundial: a inserção na DIT, sua
organização espacial interna e o papel do Estado brasileiro face à nova ordem mundial.
2.4. O papel do Estado e do capital na organização do espaço brasileiro e espírito-santense.
2.5. A agricultura e o espaço agrário brasileiro e espírito-santense. Estrutura fundiária;
transformações recentes no espaço agrário; organização e estrutura da produção agrícola;
relações de trabalho no campo; transformações nas relações campo-cidade.
2.6. O espaço urbano brasileiro e espírito-santense. Redes e hierarquias urbanas;
metrópoles regionais e globais; problemas urbanos.
2.7. População: crescimento; distribuição; modalidades; condições de vida e de trabalho do
Brasil e do Espírito Santo.
2.8. Questões e políticas ambientais do Brasil e do Espírito Santo.
3. Dinâmica da natureza e a questão ambiental
3.1. Relação sociedade-natureza: do meio natural ao meio técnico-cientifico-informacional.
3.2. O espaço e suas representações: o globo terrestre, mapas e as visões do mundo.
3.3. Gênese, evolução e transformação do relevo da Terra: vulcanismo, tectonismo, erosão e
ação antrópica.
3.4. Climas da Terra: fatores e distribuição. Dinâmica da atmosfera. Mudanças climáticas
globais e seus impactos na sociedade.
3.5. Biomas terrestres: distribuição, características, forma de apropriação e implicações na
biodiversidade.
3.6. As águas oceânicas e continentais: importância econômica e geopolítica mundial.
3.7. As questões ambientais mundiais. Os recursos naturais e sua importância nas relações
econômicas e geopolíticas mundiais.
3.8. Políticas ambientais e desenvolvimento sustentável.

HISTÓRIA

A prova de História pretende identificar candidatos com consciência crítica da realidade na qual se encontram inseridos e com capacidade de reflexão acerca das sociedades ao longo do tempo, o que sem dúvida constitui um auxílio inestimável para a construção da cidadania.

1. Tempo, memória e História
1.1. A História como conhecimento científico.
1.2. História e interdisciplinaridade.
1.3. A noção de fonte histórica.
1.4. A preservação da memória: patrimônio histórico e história de vida.
1.5. A relação passado/presente: transformações e permanências.
1.6. Cronologia e História.
2. Poder, Instituições Políticas e Cidadania
2.1. A monarquia faraônica.
2.2. A democracia ateniense e a oligarquia espartana.
2.3. O cidadão em Grécia e Roma.
2.4. República, Principado e Dominato: aspectos político-institucionais.
2.5. Os reinos bárbaros e as monarquias medievais.
2.6. Formação dos Estados Modernos europeus.
2.7. A administração colonial na América de colonização ibérica.
2.8. Poder patriarcal e relações de família no nordeste brasileiro.
2.9. Repercussões das reformas pombalinas no Brasil.
2.10. Emancipação e formação dos Estados nacionais nas Américas.
2.11. A experiência monárquica no Brasil: de D. João VI a D. Pedro II.
2.12. A crise do Império e o Movimento Republicano no Brasil.
2.13. O Estado republicano brasileiro: de Deodoro da Fonseca aos dias atuais.
2.14. O Estado Totalitário: os casos italiano, alemão e russo.
2.15. O populismo na América Latina: os casos argentino e brasileiro.
2.16. Autoritarismo e redemocratização na América Latina.
2.17. Os processos constituintes e as Constituições brasileiras.
2.18. O Espírito Santo nos contextos do Império e da República: aspectos político-institucionais.
3. Territórios, espaços e fronteiras
3.1. Atenas e a Liga de Delos.
3.2. Roma e seu Império.
3.3. As invasões bárbaras e a desagregação do Império Romano do Ocidente.
3.4. O Império Carolíngio.
3.5. Muçulmanos na Península Ibérica e a Reconquista.
3.6. As Cruzadas e a expansão européia para o Oriente.
3.7. As Grandes Navegações e a criação do Império Ultramarino Português.
3.8. A conquista do Novo Mundo e o confronto com as populações autóctones.
3.9. A colonização portuguesa na Capitania do Espírito Santo.
3.10. A presença estrangeira no Brasil colonial: franceses, holandeses e ingleses.
3.11. Expansão territorial e a formação das fronteiras do Brasil: do Tratado de Tordesilhas ao Tratado de Badajoz.
3.12. A hegemonia dos Estados Unidos da América na América Latina: da Doutrina Monroe ao Consenso de Washington.
3.13. O Imperialismo europeu do século XIX: a partilha da África e da Ásia.
3.14. As propostas de integração para a América Latina: O Mercosul, o Nafta e a Alca.
3.15. A crise do Socialismo real e a nova ordem mundial.
4. Homem, espaço urbano e tecnologia
4.1. A Revolução Urbana na Mesopotâmia.
4.2. A cidade no Mundo Clássico.
4.3. O Renascimento Comercial e Urbano a partir do século XI.
4.4. A Revolução Científica do século XVII.
4.5. Ofícios urbanos e rurais nas colônias espanholas e portuguesa.
4.6. Da manufatura à maquinofatura: etapas da Revolução Industrial e da urbanização.
4.7. Industrialização e urbanização no Brasil.
4.8. A questão urbana no Espírito Santo: dos Grandes Projetos industriais aos dias atuais.
5. Exploração do Trabalho e geração de riqueza
5.1. O modo de produção asiático: os casos egípcio e mesopotâmico.
5.2. O escravismo em Grécia e Roma.
5.3. O sistema feudal.
5.4. As práticas mercantilistas e os sistemas coloniais.
5.5. Formas de exploração da mão-de-obra indígena e africana nas Américas.
5.6. A crise do feudalismo e a formação do sistema capitalista.
5.7. A imigração na transição do trabalho escravo para o trabalho livre no Brasil.
5.8. Formação e expansão da classe operária no Brasil.
5.9. Diversificação do setor primário exportador no Brasil.
5.10. A propriedade fundiária e a economia agrária no Espírito Santo.
5.11. A exploração da madeira no norte do Espírito Santo.
6. Conflitos, guerras e revoluções
6.1. As guerras greco-pérsicas.
6.2. A questão patrício-plebéia em Roma.
6.3. A crise da República dos irmãos Graco a Otávio.
6.4. As rebeliões escravistas romanas.
6.5. As revoltas camponesas do século XIV.
6.6. As revoluções Inglesa e Francesa.
6.7. A crise do sistema colonial nas Américas: Revolução Americana, conjurações e guerras de
independência.
6.8. Participação do Brasil nos conflitos militares na América do Sul.
6.9. Conflitos sociopolíticos no Brasil: Império, Regência e República.
6.10. A Guerra de Secessão norte-americana.
6.11. O movimento abolicionista brasileiro.
6.12. A Revolta de Queimado no Espírito Santo.
6.13. A Revolução Russa.
6.14. Revoluções e contra-revoluções na América Latina.
6.15. As Guerras Mundiais, a Guerra Fria e suas repercussões no Brasil.
6.16. Descolonização da África e da Ásia.
6.17. Conflitos etnopolíticos contemporâneos: o Oriente Médio, os Balcãs e a Ásia.
6.18. A questão agrária no Brasil: das Ligas Camponesas ao MST.
7. Religião e sociedade
7.1. Paganismo e cristianismo no Mundo Antigo.
7.2. A Igreja Medieval.
7.3. Reforma e Contra-Reforma.
7.4. A atuação missionária na colonização luso-espanhola: jesuítas, franciscanos e dominicanos.
7.5. Influências do Padroado e da Inquisição no Brasil.
7.6. Peculiaridades da sociedade colonial brasileira: regiões de agricultura, pecuária e mineração.
7.7. Pluralismo religioso no Brasil contemporâneo.
8. Arte, pensamento e cultura
8.1. A filosofia e o teatro gregos.
8.2. O legado de Roma: direito e arquitetura.
8.3. As universidade medievais.
8.4. Renascimento e Humanismo.
8.5. A educação na América de colonização ibérica.
8.6. D. João VI e a Missão Artística Francesa.
8.7. O Barroco no Brasil colonial.
8.8. Positivismo, liberalismo e socialismo no Brasil.
8.9. Manifestações culturais no Brasil republicano: da Semana de Arte Moderna ao Tropicalismo.
9. Multiculturalismo e sujeitos históricos
9.1. A mulher na Antigüidade e na Idade Média.
9.2. As sociedades indígenas americanas: tribos, confederações e “Altas Culturas”.
9.3. A presença negra nas Américas.
9.4. Imigrações européia e asiática no Brasil a partir do século XIX.
9.5. A formação étnica do Espírito Santo: índios, portugueses, negros e imigrantes.
9.6. Afirmação das identidades indígena e negra no Brasil contemporâneo.

MATEMÁTICA

A prova de Matemática pretende avaliar o conhecimento que o candidato possui do conteúdo dessa disciplina em nível de Ensino Fundamental e Médio.

1. Conjuntos
1.1. Noção intuitiva de conjuntos: caracterização de conjuntos, igualdade, inclusão,
reunião, intersecção, diferença e produto cartesiano, representação por diagramas e aplicações à
resolução de problemas.
1.2. Conjuntos numéricos: N, Z, Q, R e C.
1.2.1. N: divisibilidade, decomposição em fatores primos, máximo divisor comum, mínimo
múltiplo comum, números primos entre si.
1.2.2. Z, Q e R: caracterização de tais conjuntos, representação decimal e na reta real,
operações (aritméticas, potenciação e radiciação) e propriedades, ordem, valor absoluto,
intervalos.
1.2.3. C: representação algébrica e geométrica, propriedades, módulo, conjugado,
operações na forma algébrica e na forma trigonométrica.
2. Equações, inequações e sistemas
2.1. Equações: resolução de equações de 1o e 2o graus em uma variável, equações redutíveis
ao 2o grau, conjunto-solução, proporções, porcentagens, juros simples e compostos.
2.2. Inequações: resolução de inequações de 1o e 2o graus com uma ou duas variáveis,
conjunto-solução, representação gráfica.
2.3. Sistemas de equações e de inequações a duas e três variáveis: representação gráfica,
resolução, conjunto-solução.
2.4. Equações e inequações exponenciais, logarítmicas e trigonométricas.
3. Polinômios e equações algébricas
3.1. Definição elementar de polinômios, raízes, operações com polinômios, propriedades da
divisão de um polinômio por um binômio da forma (x-a).
3.2. Pesquisa de raízes inteiras e racionais, raízes reais e complexas, Teorema Fundamental
da Álgebra, relações entre coeficientes e raízes, multiplicidade de uma raiz.
4. Funções
4.1. Conceito de função, funções reais de variável real, gráficos, domínio e imagem,
injetividade, sobrejetividade, bijetividade, monotonicidade, paridade, operações com funções (em
particular, composição), inversibilidade.
4.2. Função afim (função de 1o grau), função quadrática (função de 2o grau), função
exponencial e logarítmica e suas propriedades, função valor absoluto, extremos de funções.
5. Progressões aritméticas e geométricas
Noção de seqüência, progressões aritméticas e geométricas (P.G.), limite da soma dos termos
de uma P.G.
6. Análise combinatória e probabilidade
6.1. Contagem, arranjos, permutações e combinações, binômio de Newton.
6.2. Conceito e cálculos elementares de probabilidade. Aplicações.
7. Trigonometria
7.1. Arcos e ângulos: medidas em graus e radianos.
7.2. Funções trigonométricas: cálculo de valores em 0, p/6, p/4, p/3 e p/2, redução ao 1o
quadrante, periodicidade, domínio e imagem, gráficos.
7.3. Fórmulas de adição, subtração, duplicação, bissecção de arcos e aplicações.
7.4. Resolução de triângulos retângulos e triângulos quaisquer, lei dos senos e lei dos
cossenos.
8. Geometria Plana
8.1. Caracterização e propriedades das figuras geométricas planas básicas: reta, semi-reta,
segmento, ângulo, polígonos, circunferência.
8.2. Congruência e semelhança de polígonos (em particular, de triângulos), teorema de Tales.
8.3. Relações métricas nos triângulos, polígonos e círculos, o teorema de Pitágoras.
8.4. Áreas e perímetros: de triângulos, quadriláteros, círculos e polígonos em geral.
8.5. Ângulos internos e externos e número de diagonais de um polígono.
8.6. Inscrição e circunscrição de figuras planas.
9. Geometria espacial
9.1. Retas e planos no espaço: posições relativas.
9.2. Relações métricas e cálculo de áreas e volumes em prismas, pirâmides, cilindros, cones e
esferas.
9.3. Troncos de pirâmides e de cones, sólidos de revolução, sólidos semelhantes, Princípio de
Cavaliere.
9.4. Inscrição e circunscrição de sólidos.
10. Geometria analítica plana
10.1. Coordenadas cartesianas retangulares: distância entre pontos, divisão de um
segmento numa dada razão.
10.2. Equação da reta, coeficiente angular, retas concorrentes e paralelas, feixe de retas,
distância de ponto a reta, ângulos entre retas, área de um triângulo.
10.3. Equação da circunferência, posições relativas entre retas e circunferências,
inequação do círculo.
10.4. Cônicas, equações reduzidas, caracterização das cônicas via secções planas de um
cone.
11. Matrizes, determinantes e sistemas lineares
11.1. Matrizes: operações e inversão.
11.2. Determinantes de ordem 2 e 3: cálculo e propriedades.
11.3. Sistemas lineares em duas e três variáveis: matriz associada, discussão das
soluções e resolução.

QUÍMICA

A prova de Química tem como objetivo avaliar os conhecimentos dos candidatos quanto aos conteúdos básicos abordados no Ensino Médio.

1. Substâncias e misturas
1.1. Matéria. Elemento químico.
1.2. Substâncias simples e compostas. Substâncias puras e misturas. Critérios de pureza.
1.3. Estados físicos da matéria e mudanças de estado.
2. Estrutura atômica
2.1. Evolução dos modelos atômicos: de Dalton ao modelo quântico.
2.2. Partículas fundamentais do átomo. Número atômico e massa atômica.
2.3. Configuração eletrônica e números quânticos.
3. Classificação periódica dos elementos
3.1. A Tabela Periódica. Relação entre configuração eletrônica e Tabela Periódica. Propriedades
periódicas e aperiódicas.
3.2. Relação entre as propriedades das substâncias químicas e a posição dos elementos na
Tabela Periódica.
4. Ligações químicas e a Tabela Periódica dos elementos
4.1. Teoria do Octeto. Valência e número de oxidação.
4.2. Tipos de ligações químicas e a sua relação com as propriedades físico-químicas das
substâncias. Força das ligações.
4.3. Hibridação sp, sp2 e sp3 e a forma das moléculas.
5. Funções da química inorgânica
5.1. Ácidos, bases, sais, óxidos e hidretos. Conceitos, classificação, nomenclatura e
propriedades gerais.
6. Reações químicas
6.1. Conceituação e classificação. Reações químicas das várias funções inorgânicas.
6.2. Balanceamento de equações químicas.
7. Estequiometria e fórmulas
7.1. Cálculos estequiométricos.
7.2. Conceito de mol. Número de moles.
7.3. Composição Centesimal, Fórmula Mínima (empírica), Molecular e Estrutural.
7.4. Estequiometria de Reações.
8. Sistemas gasosos
8.1. Lei de Boyle. Lei de Gay-Lussac. Lei de Charles. Lei do Gás ideal (Eq. Clayperon).
8.2. Hipótese de Avogrado.
8.3. Mistura de gases (Lei de Dalton). Densidade dos gases.
9. Soluções
9.1. Conceito. Classificação de soluções.
9.2. Unidades de concentração e cálculos estequiométricos de reações em solução.
9.3. Diluição e misturas de soluções.
9.4. Volumetria.
10. Propriedades coligativas
10.1. Tonometria.
10.2. Ebulioscopia.
10.3. Crioscopia.
10.4. Osmose e pressão osmótica.
11. Termodinâmica e termoquímica
11.1. Calor e trabalho.
11.2. 1ª lei da termodinâmica.
11.3. Calor de reação. Lei de Hess.
11.4. Entropia.
11.5. 2ª lei da termodinâmica.
11.6. Energia livre de Gibbs. Espontaneidade e equilíbrio.
12. Equilíbrio químico
12.1. Reações reversíveis e o estado de equilíbrio.
12.2. As constantes de equilíbrio Kc e Kp.
12.3. Relações entre DGº e K de equilíbrio
12.4. Princípio de Le Chatellier.
12.5. Equilíbrio homogêneo e heterogêneo.
12.6. Equilíbrio iônico, pH e pOH, hidrólise de sais.
12.7. Produto de solubilidade.
12.8. Sistema tampão.
12.9. Cálculos de equilíbrio.
13. Cinética química
13.1. Velocidade de reação e fatores que podem alterá-las.
13.2. Ordem de reação.
13.3. Energia de ativação.
13.4. Tempo de meia-vida.
14. Eletroquímica
14.1. Oxidação e redução. Número de oxidação. oxidante e redutor.
14.2. Balanceamento de reações de oxi-redução. Semi-reações de oxidação e redução.
14.3. Células eletroquímicas. Células galvânicas e suas aplicações práticas.
14.4. Potencial de eletrodo. Força eletromotriz. Células eletrolíticas.
14.5. Eletrólise e suas aplicações práticas.
15. Reações nucleares
15.1. Natureza do núcleo.
15.2. Decaimentos a, b e g.
15.3. Reações nucleares.
16. Introdução à química orgânica
16.1. Características gerais dos compostos orgânicos.
16.2. O átomo de carbono. As ligações do carbono.
16.3. As cadeias carbônicas. Classificação das cadeias carbônicas.
17. Funções orgânicas
17.1. Hidrocarbonetos alifáticos, cíclicos não-aromáticos e aromáticos.
17.2. Álcoois, fenóis, éteres, ésteres, ácidos carboxílicos, anidridos, haletos, nitrilas,
compostos com funções mistas, aldeídos, cetonas, aminas e amidas. Compostos de enxofre.
17.3. Notação. Nomenclatura e propriedades físicas e químicas.
17.4. Isomeria plana e espacial.
18. Reações orgânicas:
18.1. Classificação geral.
18.2. Reatividade dos compostos orgânicos. Reações de adição, eliminação e substituição.
18.3. Reações nucleofílicas, eletrofílicas e radicais livres.
18.4. Reações de redução e oxidação.
18.5. Combustão.
19. Noções básicas e aplicações no cotidiano
19.1. Carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas.
19.2. Polímeros (reações de polimerização, polímeros mais comuns e suas aplicações).
19.3. Combustíveis: petróleo e seus derivados. Carvão mineral e vegetal, metanol e etanol,
hidrogênio e gás natural.
19.4. Sabões e detergentes (estrutura e comportamento em solução).
19.5. Química ambiental (poluição atmosférica, poluição das águas, chuva ácida, poluição do
solo, lixo urbano e resíduos industriais).

LITERATURA E LÍNGUA PORTUGUESA

PROGRAMA DE LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA E OBRAS LITERÁRIAS.

Programa:

a) Teoria da literatura: criação estética; linguagem literária e não literária; gêneros literários.

b) Processo literário brasileiro: momentos do processo literário brasileiro em conexão com a história e a cultura brasileira; o fenômeno literário brasileiro no quadro da cultura e da literatura internacional; a expressão literária das atitudes do homem em face do mundo; tradição e modernidade dos procedimentos de expressão literária culta ou popular e do tratamento dado aos temas; classificação de textos em dada época literária em função de suas características temáticas e expressionais.

c) Romantismo no Brasil: renovação e permanência de temas e de meios de expressão da poesia romântica relativamente à do Barroco e à do Arcadismo; características temáticas e expressionais da poesia, da ficção e do teatro romântico.

d) Realismo no Brasil: a questão do Realismo na ficção do final do século XIX e início do século XX; o Naturalismo e o Impressionismo na ficção; o Parnasianismo e o Simbolismo na poesia.

e) Modernismo no Brasil: o Modernismo brasileiro no contexto da cultura do século XX; o Modernismo comparado às épocas literárias passadas; elementos de permanência, oposição e transformação; características renovadoras na ficção; principais tendências da poesia brasileira modernista; a poesia de 1945; tendências pós-45.

f) Literatura contemporânea brasileira.

g) Literatura portuguesa: características temáticas e expressionais do Trovadorismo, do Humanismo, do Classicismo, do Barroco, do Arcadismo, do Romantismo, do Realismo, do Simbolismo e do Modernismo.

Obras literárias:

I. Auto da barca do inferno – Gil Vicente

II. Quincas Borba – Machado de Assis

III. Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade – Oswald de Andrade

IV. Ficções do interlúdio – Fernando Pessoa

V. Os ratos – Dyonélio Machado

VI. O pagador de promessas – Dias Gomes

VII. Distraídos venceremos – Paulo Leminski

VIII. Transpaixão – Waldo Motta

IX. Identidade para os gatos pardos – Adilson Vilaça

DIVULGAÇÃO DOS CLASSIFICADOS

02 de março de 2009.

A lista será divulgada no blog e fixada na portaria da UMEF Pedro Herkenhoff com os nomes dos classificados para as 30 (trinta) vagas.

A lista com o nome dos suplentes será divulgada no blog.

MATRÍCULA

03 e 04 de março de 2009, na UMEF Pedro Herkenhoff.

Documentos necessários à matrícula:

*Duas fotos 3x4, recentes.

*Fotocópia nítida do documento de identidade e seu original para conferência.

*Fotocópia nítida do CPF e seu original para conferência.

*Fotocópia do histórico escolar (diploma de conclusão) do Ensino Médio em Escola Pública Estadual e seu original para conferência.

*Declaração escolar comprovando matrícula na terceira série do Ensino Médio em Escola Pública Estadual.

*Fotocópia nítida do comprovante de renda e seu original para conferência.

*Fotocópia nítida do comprovante de residência do mês e seu original para conferência.

Serão aceitos para matrícula, como documento de identificação oficial, apenas os seguintes documentos: Cédula de identidade, emitida por Secretaria de Segurança Pública ou Polícia Militar dos Estados, ou pelas Forças Armadas da União; Cédula de identidade para estrangeiros, emitida por autoridade brasileira; Cédula de registro de classe/categoria que, por lei federal, tenham validade como documento de identidade; Passaporte brasileiro; Carteira Nacional de Habilitação, com foto; Carteira de Trabalho e Previdência Social, com foto.

Será recusado documento de identificação adulterado, danificado, rasurado, com prazo de validade vencido ou de não alfabetizado/infantil, ou cuja fotografia não permita identificar claramente o seu portador.

Nestes dias 3 e 4 de março de 2009, serão dadas as informações sobre a taxa de manutenção dos meses de março a dezembro de 2009 no valor de R$ 30,00 (trinta reais), sobre a venda e o uso obrigatório do uniforme Comuna, entrega do calendário de aulas e outras atividades. Será feita a leitura do Regimento Interno da COMUNA - Comunidade Ativa Pré-Vestibular Popular.

INÍCIO DAS AULAS

05 de março de 2009.

Outras informações: comunaprevestpop@hotmail.com

EDITAL N.2/2008 - PROCESSO SELETIVO COMUNA 2009

comunaprevestibularpopular @ 19:16

EDITAL nº 02/2008 - COMUNA
ABERTURA DAS INSCRIÇÕES DO PROCESSO SELETIVO 2009

A COMUNA – COMUNIDADE ATIVA PRÉ-VESTIBULAR POPULAR, torna público que estarão abertas as inscrições do Processo Seletivo para ingresso no curso preparatório – pré – vestibular - no ano letivo de 2009 para 30 (trinta) vagas.

1. Inscrições

1.1. As inscrições serão feitas na UMEF Pedro Herkenhoff, rua Octávio Borin s/n, Cobilândia, das 18:30 as 21 horas, no período de 13 a 19 de janeiro de 2009. Efetuar no ato o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 20,00 (vinte reais).

1.2. É de inteira e exclusiva responsabilidade do candidato o completo e correto preenchimento do formulário de inscrição, mesmo quando feito por representante legal. A COMUNA não assumirá responsabilidade por eventuais prejuízos causados pelo preenchimento incorreto do mesmo.

1.3. Dos pré-requisitos:

a) O Processo Seletivo COMUNA 2009 destina-se aos candidatos que estudaram o Ensino Médio ou equivalente e aos que estejam cursando, no ano letivo de 2009, a última série do Ensino Médio ou equivalente, na Rede Pública de Ensino.
b) Caso esteja ou tenha cursado o Ensino Médio no CEFET, será necessário que tenha cursado no mínimo 80% do Ensino Fundamental na Rede Pública de Ensino.
c) Possuir renda familiar igual ou inferior a 03 (três) salários mínimos. O candidato que for convocado para matrícula, deverá comprovar no ato da matrícula, que preenche esse requisito mediante comprovação de renda ou declaração, sob as penas previstas no art. 299 do Código Penal Brasileiro.
d) Não ter sido aluno evadido no ano de 2008 na COMUNA. Considera-se evadido todo o aluno matriculado na COMUNA em 2008 e que por diversos e quaisquer motivos tenha desistido de estudar.
e) Não ter sido aluno da Rede Particular de Ensino, Supletivo ou Bolsista.

1.4. Documentos necessários à matrícula:

- Duas fotos 3 x 4, recentes;
- Fotocópia nítida do documento de identidade e seu original para conferência;
- Fotocópia nítida do CPF e seu original para conferência;
- Fotocópia do histórico escolar (diploma de conclusão) do ensino médio em escola pública estadual;
- Declaração escolar comprovando matrícula no 3° ano do ensino médio em escola pública estadual;
- Fotocópia nítida do comprovante de renda e seu original para conferência;
- Fotocópia nítida do comprovante de residência do mês e seu original para conferência.

Serão aceitos para matrícula, como documento de identificação oficial, apenas os seguintes documentos:

Cédula de identidade, emitida por Secretaria de Segurança Pública ou Polícia Militar dos Estados, ou pelas Forças Armadas da União;
Cédula de identidade para estrangeiros, emitida por autoridade brasileira;
Cédula de registro de classe/categoria que, por lei federal, tenham validade como documento de identidade;
Passaporte brasileiro;
Carteira Nacional de Habilitação, com foto;
Carteira de Trabalho e Previdência Social, com foto.

1.5. Será recusado documento de identificação adulterado, danificado, rasurado, com prazo de validade vencido ou de não alfabetizado/infantil, ou cuja fotografia não permita identificar claramente o seu portador.

1.6. Ao se inscrever, o candidato estará aceitando de forma irrestrita, as condições estabelecidas neste edital, bem como nas instruções contidas no Manual do Candidato (que pode ser conferido no blog), nas provas e em todo o material fornecido e disponível durante a realização do Processo Seletivo COMUNA 2009, inclusive as informações contidas no blog da Comuna: http://comunaprevestibularpopular.nireblog.com/

1.7. Após o processamento das inscrições, a COMUNA divulgará no dia 26/01/2009, no blog, a relação dos protocolos de inscrição indeferidos com base no que consta dos itens deste edital. Caberá ao candidato procurar a COMUNA, até o dia 28/01/2009 para quaisquer questionamentos sob sua inscrição indeferida.

2. Provas

O Processo Seletivo COMUNA 2009 será realizado em uma única etapa, sendo constituída de prova objetiva com 60 (sessenta) questões, comum a todos os candidatos, no dia 15 de fevereiro de 2009.

ANEXO I

Cronograma COMUNA 2009

Datas e Atividades

28/12/08 - Publicação do edital de abertura de inscrições em locais de grande aglomeração popular e no blog da Comuna.

13 a 19/01/09 - Preenchimento de ficha de inscrição e pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 20,00 (vinte reais).Local: UMEF Pedro Herkenhoff.
Retirada do manual no ato do pagamento no posto de atendimento da Comuna.

26/01/09 - Divulgação da lista de indeferidos no blog.

09 a 13/02/09 - Palestras (caráter eliminatório) com temas variados.

15/02/09 - Prova Objetiva – das 14h às 18h na UMEF Pedro Herkenhoff.

02/03/09 - Divulgação dos classificados pelo limite de vagas; a lista será divulgada no blog e fixada na portaria da UMEF Pedro Herkenhoff.

03 a 04/03/09 – Matrícula dos candidatos aprovados, informações sobre a taxa de manutenção, venda do uniforme, entrega do calendário de aulas e outras atividades.

05/03/09 – Início das aulas.

COMUNIDADE ATIVA PRÉ-VESTIBULAR POPULAR

MSN: comunaprevestpop@hotmail.com

Blog: http://comunaprevestibularpopular.nireblog.com/

(27) 8163-4349

02/11/2008 GMT 1

GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA

comunaprevestibularpopular @ 21:10

GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA
Saiba o que mudou na ortografi a brasileira
Douglas Tufano

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© 2008 Douglas Tufano
Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa
© 2008 Editora Melhoramentos Ltda.
Diagramação: WAP Studio
ISBN: 978-85-06-05464-2
1.ª edição, agosto de 2008
Atendimento ao consumidor:
Caixa Postal 11541 – CEP 05049-970
São Paulo – SP – Brasil
Impresso no Brasil

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Acordo Ortográfi co

O objetivo deste guia é expor ao leitor,
de maneira objetiva, as alterações
introduzidas na ortografi a da língua
portuguesa pelo Acordo Ortográfi co
da Língua Portuguesa, assinado em
Lisboa, em 16 de dezembro de 1990,
por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé
e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique e, posteriormente, por
Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi
aprovado pelo Decreto Legislativo no
54, de 18 de abril de 1995.
Esse Acordo é meramente ortográfi
co; portanto, restringe-se à língua escrita,
não afetando nenhum aspecto da
língua falada. Ele não elimina todas
as diferenças ortográfi cas observadas
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4 DOUGLAS TUFANO
nos países que têm a língua portuguesa
como idioma oficial, mas é um passo
em direção à pretendida unificação
ortográfica desses países.
Como o documento ofi cial do
Acordo não é claro em vários aspectos,
elaboramos um roteiro com o que
foi possível estabelecer objetivamente
so bre as novas regras. Esperamos
que este guia sirva de orientação básica
para aqueles que desejam resolver
rapidamente suas dúvidas sobre
as mudanças introduzidas na ortografi
a brasileira, sem preocupação com
questões teóricas.

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Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram
reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I
J K L M N O P Q R
S T U V WX Y Z
As letras k, w e y, que na verdade
não tinham desaparecido da maioria
dos dicionários da nossa língua,
são usadas em várias situações. Por
exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades
de medida: km (quilômetro), kg (quilograma),
W (watt);

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6 DOUGLAS TUFANO

b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros
(e seus derivados): show,
playboy, playground, windsurf, kung
fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka,
kafkiano.

Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal
colocado sobre a letra u para indicar
que ela deve ser pronunciada nos grupos
gue, gui, que, qui.
Como era Como fi ca
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue

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cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo

Atenção: o trema permanece apenas
nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.
Exemplos: Müller, mülleriano.

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8 DOUGLAS TUFANO
Mudanças nas regras
de acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos
abertos éi e ói das palavras
paroxítonas (palavras que têm acento
tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fi ca
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 9

Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia
Atenção: essa regra é válida somente
para palavras paroxítonas. Assim, continuam
a ser acentuadas as palavras

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10 DOUGLAS TUFANO

oxítonas terminadas em éis, éu, éus,
ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis,
troféu, troféus.
2. Nas palavras paroxítonas, não se
usa mais o acento no i e no u tônicos
quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fi ca
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura
Atenção: se a palavra for oxítona e o i
ou o u estiverem em posição fi nal (ou
seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 11
3. Não se usa mais o acento das palavras
terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fi ca
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo
4. Não se usa mais o acento que diferenciava
os pares pára/para, péla(s)/

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12 DOUGLAS TUFANO
pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s)
e pêra/pera.
Como era Como fi ca
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Ele foi ao polo
Norte. Norte.
Ele gosta de jogar Ele gosta de jogar
pólo. polo.
Esse gato tem Esse gato tem
pêlos brancos. pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.
Atenção:
• Permanece o acento diferencial em
pôde/pode. Pôde é a forma do passado
do verbo poder (pretérito perfeito do
indicativo), na 3a pessoa do singular.
Pode é a forma do presente do indicativo,
na 3a pessoa do singular.

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 13
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair
mais cedo, mas hoje ele pode.
• Permanece o acento diferencial em
pôr/por. Pôr é verbo. Por é prepo sição.
Exemplo: Vou pôr o livro na estante
que foi feita por mim.
• Permanecem os acentos que diferenciam
o singular do plural dos verbos
ter e vir, assim como de seus derivados
(manter, deter, reter, conter, convir,
intervir, advir etc.). Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois
carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de
Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm
a palavra.

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14 DOUGLAS TUFANO
Ele convém aos estudantes. / Eles
convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o
poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles
intervêm em todas as aulas.
• É facultativo o uso do acento circunfl
exo para diferenciar as palavras forma/
fôrma. Em alguns casos, o uso do
acento deixa a frase mais clara. Veja
este exemplo: Qual é a forma da fôrma
do bolo?
5. Não se usa mais o acento agudo no
u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui,
(eles) arguem, do presente do indicativo
dos verbos arguir e redarguir.

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 15
6. Há uma variação na pronúncia dos
verbos terminados em guar, quar e
quir, como aguar, averiguar, apaziguar,
desaguar, enxaguar, obliquar,
delinquir etc. Esses verbos admitem
duas pronúncias em algumas formas
do presente do indicativo, do presente
do subjuntivo e também do imperativo.
Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i
tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
Exemplos:
• verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas,
enxágua, enxáguam; enxágue,
enxágues, enxáguem.
• verbo delinquir: delínquo, delínques,
delínque, delínquem; delínqua,
delínquas, delínquam.

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16 DOUGLAS TUFANO
b) se forem pronunciadas com u tônico,
essas formas deixam de ser acentuadas.
Exemplos (a vogal sublinhada
é tônica, isto é, deve ser pronunciada
mais fortemente que as outras):
• verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas,
enxagua, enxaguam; enxague,
enxagues, enxaguem.
• verbo delinquir: delinquo, delinques,
delinque, delinquem; delinqua,
delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais
corrente é a primeira, aquela com a e
i tônicos.

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Uso do hífen
Algumas regras do uso do hífen foram
alteradas pelo novo Acordo. Mas,
como se trata ainda de matéria controvertida
em muitos aspectos, para
facilitar a compreensão dos leitores,
apresentamos um resumo das regras
que orientam o uso do hífen com os
prefi xos mais comuns, assim como as
novas orientações estabelecidas pelo
Acordo.
As observações a seguir referem-se
ao uso do hífen em palavras formadas
por prefi xos ou por elementos que podem
funcionar como prefi xos, como:
aero, agro, além, ante, anti, aquém,
arqui, auto, circum, co, contra, eletro,
entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra,
inter, intra, macro, micro, mini,

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18 DOUGLAS TUFANO
multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré,
pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub,
super, supra, tele, ultra, vice etc.
1. Com prefi xos, usa-se sempre o hífen
diante de palavra iniciada por h.
Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra
humano perde o h).

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 19
2. Não se usa o hífen quando o prefi -
xo termina em vogal diferente da vogal
com que se inicia o segundo elemento.
Exemplos:
aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual

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20 DOUGLAS TUFANO
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco
Exceção: o prefi xo co aglutina-se em
geral com o segundo elemento, mesmo
quando este se inicia por o: coobrigar,
coobrigação, coordenar, cooperar,
coo peração, cooptar, coocupante etc.
3. Não se usa o hífen quando o prefi xo
termina em vogal e o segundo elemento
começa por consoante diferente de
r ou s. Exemplos:
anteprojeto
antipedagógico

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 21
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno
Atenção: com o prefi xo vice, usa-se
sempre o hífen. Exemplos: vice-rei,
vice-almirante etc.
4. Não se usa o hífen quando o prefi -
xo termina em vogal e o segundo elemento
começa por r ou s. Nesse caso,
duplicam-se essas letras. Exemplos:

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22 DOUGLAS TUFANO
antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente.
ultrassom

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 23
5. Quando o prefi xo termina por vogal,
usa-se o hífen se o segundo elemento
começar pela mesma vogal.
Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-infl acionário
anti-infl amatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno

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24 DOUGLAS TUFANO
6. Quando o prefi xo termina por consoante,
usa-se o hífen se o segundo
elemento começar pela mesma consoante.
Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico
Atenção:
• Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos: hipermercado, intermunicipal,
superinteressante, superproteção.

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 25
• Com o prefi xo sub, usa-se o hífen
também diante de palavra iniciada por
r: sub-região, sub-raça etc.
• Com os prefi xos circum e pan, usase
o hífen diante de palavra iniciada
por m, n e vogal: circum-navegação,
pan-americano etc.
7. Quando o prefi xo termina por consoante,
não se usa o hífen se o segundo
elemento começar por vogal. Exemplos:
hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual

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26 DOUGLAS TUFANO
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo
8. Com os prefi xos ex, sem, além,
aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se
sempre o hífen. Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 27
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
9. Deve-se usar o hífen com os sufi -
xos de origem tupi-guarani: açu, guaçu
e mirim. Exemplos: amoré-guaçu,
anajá-mirim, capim-açu.

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28 DOUGLAS TUFANO
10. Deve-se usar o hífen para ligar
duas ou mais palavras que ocasionalmente
se combinam, formando não
propriamente vocábulos, mas encadeamentos
vocabulares. Exemplos: ponte
Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
11. Não se deve usar o hífen em certas
palavras que perderam a noção de
composição. Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 29
12. Para clareza gráfi ca, se no fi nal
da linha a partição de uma palavra ou
combinação de palavras coincidir com
o hífen, ele deve ser repetido na linha
seguinte. Exemplos:
Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex-
-alunos.

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30 DOUGLAS TUFANO
Resumo
Emprego do hífen com prefi xos
Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.
Outros casos
1. Prefi xo terminado em vogal:
• Sem hífen diante de vogal diferente:
autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de r
e s: anteprojeto, semicírculo.
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas
letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas.
2. Prefi xo terminado em consoante:
• Com hífen diante de mesma consoante:
inter-regional, sub-bibliotecário.
• Sem hífen diante de consoante diferente:
intermunicipal, supersônico.
• Sem hífen diante de vogal: interestadual,
superinteressante.

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GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 31
Observações
1. Com o prefi xo sub, usa-se o hífen também
diante de palavra iniciada por r sub-região,
sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem
essa letra e juntam-se sem hífen: subumano,
subumanidade.
2. Com os prefi xos circum e pan, usa-se o
hífen diante de palavra iniciada por m, n e
vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
3. O prefi xo co aglutina-se em geral com o
segundo elemento, mesmo quando este se
inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar,
cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefi xo vice, usa-se sempre o hífen:
vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras
que perderam a noção de composição, como
girassol, madressilva, mandachuva, pontapé,
paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefi xos ex, sem, além, aquém,
recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar,
recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular,
pró-europeu.

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A Editora Melhoramentos, sempre preocupada em
auxiliar os estudantes brasileiros no seu aprendizado
e crescimento pessoal, lança o Guia Prático da Nova
Ortografi a, que mostra, de maneira clara e objetiva, as
alterações introduzidas na ortografi a do português pelo
Acordo Ortográfi co da Língua Portuguesa (1990).
A implantação das regras desse Acordo, prevista
para acontecer no Brasil a partir de janeiro de 2009, é
um passo importante em direção à criação de uma ortografi
a unifi cada para o português, a ser usada por todos
os países que tenham o português como língua ofi cial:
Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste.
Este guia não tem por objetivo elucidar pontos controversos
e subjetivos do Acordo, mas acreditamos que
será um valioso instrumento para o rápido entendimento
das mudanças na ortografi a da variante brasileira.
As dúvidas que porventura existirem após a leitura do
Guia Prático da Nova Ortografi a certamente serão resolvidas
com a publicação de um Vocabulário Ortográfi
co da Língua Portuguesa (VOLP), como está previsto
no Acordo.
Editora Melhoramentos
Agosto de 2008
Guia Reforma Ortografica uia CP.indd 32 10/7/2008 14:27:46

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COMUNA PRÉ-VESTIBULAR POPULAR - PROJETO COMPLETO

comunaprevestibularpopular @ 00:14

PROJETO COMUNA

COMUNA
Comunidade Ativa

PROJETO COMUNA

COMUNA
Comunidade Ativa

Apresentação do projeto COMUNA PRÉ-VESTIBULAR POPULAR

"Ninguém educa ninguém. Ninguém educa a si mesmo. As pessoas se educam entre si, mediatizadas pelo mundo."
Paulo Freire

Vila Velha
2007

1ª edição Copyright © Nildson Alves Cabral, 2007

Fotos:

Sandro Gomes

Revisão:

Nildson Alves Cabral
Emerson Sbardelotti Tavares

Sobre o autor:

NILDSON ALVES CABRAL é Professor, Psicólogo pela Universidade Federal do Espírito Santo, Gestalt-terapeuta pelo Instituto Gestalt do Espírito Santo, possui ampla vivência em treinamento, dinâmica de grupo, cursos e palestras na área de psicologia e educação. Desde 2002 ministrando aulas e palestras em vários municípios de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo em escolas, faculdades e outras instituições educacionais. Atualmente trabalha como psicólogo clínico realizando atendimentos individuais e de grupo, professor de psicologia, psicopatologia, estudos das correntes psicanalíticas e psicologia do desenvolvimento na ESPO –Escola Superior de Psicanálise e Orientação e FUV – Faculdade Unida de Vitória.

Nossas homenagens:

A todos os professores voluntários, colaboradores, alunos e todos que ainda acreditam na possibilidade de mudanças. Esse trabalho é fruto do esforço de todos aqueles que acreditaram no projeto COMUNA e que estão fazendo do sonho uma realidade.

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou meios ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita do autor.

Sumário

1. Breve histórico ................................................................... 06

2. Apresentação do projeto ................................................... 09

3. Local .................................................................................. 12

4. Processo seletivo .............................................................. 14

5. Apoio financeiro ................................................................. 17

6. Registro de imagens .......................................................... 19

7. Contatos ............................................................................ 26

Breve histórico

A COMUNA – Comunidade Ativa Pré-Vestibular Popular está começando a se organizar para registrar-se enquanto ONG. Será entidade sem fins lucrativos, de caráter educativo, comprometida com os interesses das classes populares e com a transformação da realidade social da comunidade local, principalmente no que diz respeito ao acesso de alunos oriundos de escolas públicas nas Universidades Públicas.
As atividades iniciaram em março de 2007 com o Projeto COMUNA – Pré-vestibular Popular e Pré-CEFETES popular,este último foi incorporado ao Pré-Vestibular e não se tem uma previsão de quando voltará a acontecer em separado; o Pré-Vestibular Popular está sendo desenvolvido por professores licenciados em suas respectivas áreas e estudantes universitários, voluntários.
Tendo em vista a atual conjuntura de um modelo de desenvolvimento socioeconômico injusto, pois não oferece as mesmas oportunidades educacionais a todos os cidadãos, objetivamos com este projeto intervir nesse processo preparando os alunos para ocuparem suas vagas na Universidade Pública.
Nosso objetivo geral é:
“contribuir, através da educação, para que as pessoas provenientes do ensino público e de baixa renda tenham uma formação crítica e se tornem agentes transformadores de seu meio, promovendo melhorias na qualidade de vida”.
Entendemos que somos nós os agentes de mudanças e que podemos alterar este quadro dentro de nossa comunidade.
Os objetivos específicos são:
a) Favorecer o ingresso do aluno proveniente de escola pública, de baixa renda, indígena e afro-descendente à Universidade Pública;
b) Construir uma proposta metodológica que leve em conta a realidade dos jovens e adolescentes de nossa comunidade;
c) Explicitar a importância do contínuo processo de aprendizagem/produção de conhecimento para se capacitar crítica e tecnicamente;
d) Criar espaços de reflexões de temas atuais sob 3 eixos temáticos: Ética, Cidadania e Direitos Humanos;
e) Motivar os estudantes a continuarem no Projeto, mesmo após entrarem na Universidade, a fim de também contribuírem para outros que virão.

Para a consecução desses objetivos foi formada a primeira turma do pré-vestibular no 1º semestre do ano de 2007. As aulas aconteceram de segunda a sexta, de 18:30 às 22:30h e segundas, quartas e sextas de 14:15h às 17:30 h. Os sábados e domingos são reservados para aulas temáticas e tira-dúvidas. Utilizamos o salão principal, que por nós foi reformado, da OBRA SOCIAL SÃO VICENTE DE PAULA em Cobilândia onde atendemos à 70 alunos no Pré-vestibular e 20 alunos no Pré-CEFETES. Em 2008, estaremos atendendo à 35 alunos no Pré-Vestibular. Utilizaremos uma das salas da Escola Municipal de Ensino Fundamental PEDRO HERKENHOFF, as aulas acontecem das 19:00 às 22:30 h, sábado das 15:00 às 18:00 h, no domingo acontece a aula de discursivas do Vestibular.
No momento estamos enfrentando algumas dificuldades pelo fato de não recebermos nenhuma verba dos Governos Municipal, Estadual e Federal, nem de empresas. Nossos alunos contribuem com uma taxa de manutenção de R$ 20,00 por mês para cópias e material de uso dos professores.

Apresentação do Projeto

Todos nós sabemos que os estudantes da rede pública de ensino são minoria na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo e no CEFETES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo. O que tem explicado esta estatística é exatamente a má qualidade do ensino nas escolas estaduais e municipais, muito diferente da realidade dos alunos provenientes de escolas particulares. Tal situação deixa os alunos das escolas públicas em uma situação de desvantagem na tentativa de se conseguir uma vaga na UFES e no CEFETES. Esse fato nos coloca diante de uma situação bastante controvertida: os estudantes das escolas públicas estão ocupando as vagas de faculdades particulares enquanto que a UFES e o CEFETES, que são públicas, portanto deveriam permitir o acesso a todos, estão ocupadas, em sua maioria, por estudantes provenientes de escolas particulares.

Com o exposto acima, concluímos que os conhecimentos adquiridos no decorrer do ensino médio das escolas estaduais e municipais não são suficientes para garantir o ingresso na UFES e no CEFETES.

Com o intuito de diminuir tais diferenças e na tentativa de fazer com que a Universidade pública seja mais justa e menos elitista é que criamos a COMUNA – Comunidade Ativa – Pré-Vestibular Popular.

A COMUNA é um projeto absolutamente sem fins lucrativos, a favor das cotas sociais e raciais, mas sem vínculos de caráter religioso, político e racial. Ele tem como objetivo principal propiciar, principalmente às pessoas desfavorecidas sócio-economicamente, os conhecimentos exigidos nos principais exames de vestibulares. Além disso, há uma preocupação com relação à proposta educacional diferente dos cursinhos tradicionais, a luta pelo ensino de qualidade e pela democratização do acesso à cultura e à educação pública e universal. Dentro desta proposta, além do conteúdo programático do Vestibular da UFES e CEFETES, trabalhamos com 3 eixos temáticos: Ética, Cidadania e Direitos Humanos.

O objetivo da COMUNA – Comunidade Ativa Pré-vestibular Popular é estimular o senso crítico de seus alunos, através da troca ativa de conhecimento, favorecendo o reconhecimento destes alunos perante a sociedade, como sujeitos capazes de transformá-la quando preciso.

Local
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A COMUNA – Comunidade Ativa Pré-vestibular Popular funciona na ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PEDRO HERKENHOFF, Cobilândia – Vila Velha ES. As aulas do Pré-vestibular acontecem de segunda à sexta-feira, das 19:00 h às 22h30min. As aulas de sábado acontecem das 15:00 às 18 h. As aulas de domingo são voltadas para a resolução das discursivas do Vestibular.

Todos os professores são alunos de graduação e licenciados em suas respectivas áreas de atuação e trabalham como voluntários, recebendo apenas ajuda de custo para transporte. Alguns professores são bolsistas e voluntários do Programa Conexões de Saberes cuja sede estadual está localizada no Campus da UFES, de quem recebemos todo o apoio pedagógico.

Processo Seletivo

EDITAL N.1 DE 21 DE JANEIRO DE 2008

A COMUNA – COMUNIDADE ATIVA – PRÉ-VESTIBULAR POPULAR DA GRANDE COBILÂNDIA, VILA VELHA/ES, torna público o edital que visa à realização de processo seletivo para o provimento de 35 (trinta e cinco) vagas para o Pré-Vestibular Popular da Grande Cobilândia, Vila Velha/ES, destinadas às pessoas que realizaram ou estão na última série do Ensino Médio na rede pública de ensino, e que funcionará nas dependências da Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Herkenhoff, no horário do noturno, de segunda à sexta-feira das 18:30 às 22:30.

1 DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

1.1. O processo seletivo será regido por este edital e executado pela Coordenação da Comuna.
1.2. A seleção para o preenchimento das vagas de que trata este edital, compreenderá as seguintes fases:
a) Palestras, de caráter classificatório e eliminatório.
b) Provas objetivas das matérias de Português, Matemática, História e Geografia, de caráter classificatório e eliminatório.
c) Prova discurssiva, de caráter classificatório e eliminatório.
d) Entrevista, de caráter classificatório e eliminatório.
1.3. O processo seletivo será realizado na Escola Muncipal de Ensino Fundamental Pedro Herkenhoff, localizado no bairro Cobilândia, em Vila Velha/ES.
1.4. Havendo indisponibilidade, outros locais serão providenciados para a realização do mesmo.

2 DOS REQUISITOS BÁSICOS

2.1. Do Público alvo.

O público alvo são os/as alunos/as que concluíram ou estão cursando a última série do Ensino Médio na rede pública.

2.2. Dos critérios de seleção.

O processo classificatório será composto por:

Entrevista/ Análise do perfil sócio-econômico dos candidatos.
Prova objetiva contendo 20 questões das disciplinas Português, Matemática, História e Geografia.

Prova discurssiva-dissertativa a partir de um tema atual a ser escolhido.

Obs: quesitos como pontualidade e comparecimento a todos eventos do processo seletivo serão analisados e são de caráter eliminatório.

2.3. Da Inscrição.

A inscrição para o processo seletivo ocorrerá no período de 11 a 15 de fevereiro de 2008, de 19:00 as 21:00h na Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Herkenhoff.
No ato de inscrição, será cobrada uma taxa de R$ 3,00 (TRÊS REAIS) mais um quilo de alimento não perecível.
O candidato deverá apresentar no, ato de inscrição, os seguintes documentos:
 Cópia simples da carteira de identidade;
 Copia simples do comprovante de residência;
 Duas fotos 3X4.
 Cópia simples do diploma de Ensino Médio em escola pública e ou declaração original se estiver cursando a última série.

Obs: a não apresentação de qualquer documentação solicitada impedirá o ato de inscrição.

2.4. Datas do Processo Seletivo
 Inscrição – 11 a 15 de fevereiro de 2007,de 19:00 as 21:00h.
 Seminário- 18 e 19 de fevereiro, de 19:00 as 21:00h.
 Prova Objetiva – 21 de fevereiro de 2007, de 19 as 21:00h.
 Prova Discursiva – 22 de fevereiro de 2008, de 19 as 21:00h.
 Entrevista/Análise de perfil sócio-econômico – 25 e 26 de fevereiro de 2008, de 19 as 21:00h.
 Afixação da lista de classificados e suplentes aprovados na Escola Pedro Herkenhoff - 28 e 29 de fevereiro de 2008.
 Início das aulas: 03 de março de 2008, de 18:30 as 22:30h.

Obs: Casos omissos serão analisados pela Coordenação do Projeto Pré-Vestibular Popular.

Apoio Financeiro

Fortalecer a preparação de estudantes de baixa renda que buscam uma vaga no ensino superior é o objetivo do Projeto Inovador de Cursos (PIC), do Ministério da Educação (MEC), que concede apoio a 28 cursos pré-vestibulares em 24 cidades de 12 estados. Existem outros inúmeros exemplos de cursos populares que recebem ajuda financeira de empresas. O Projeto COMUNA ainda não recebe verba do Governo Federal e nem de empresas. A única ajuda financeira vem dos próprios alunos que mensalmente ajudam com uma taxa de manutenção de R$ 20,00, verba esta que é utilizada para pagar despesas com cópias, material de uso dos professores.

No momento estamos precisando de alguns recursos como
pincéis atômicos para quadro branco, apagadores para quadro branco, materiais de limpeza para o quadro e para a sala, uma televisão e um aparelho de DVD, um equipamento de data-show e um rádio com cd/mp3 para auxiliar nas aulas, doação da camisa de uniforme para aqueles estudantes que não terão como comprá-la.
Estamos apresentando este projeto para várias empresas de nossa região para que possamos conseguir recursos que nos permita dar continuidade a este trabalho. Estamos solicitando ajuda financeira para que todas as atividades do COMUNA sejam gratuitas para a população da Grande Cobilândia.

Registro de imagens
Alunos em aula 01
Alunos em aula 02

Alunos em aula 03

Alunos em aula 04

Professores, alunos e familiares na caminhada de Luta Contra a Violência Sexual na Região da Grande Cobilândia

Alunos do COMUNA no aulão sobre Aquecimento Global, promovido pelo Conexões de Saberes UFES

Alunos COMUNA no ônibus indo para o aulão da UFES

Contatos

Comunidade Ativa Pré – Vestibular Popular - COMUNA
Msn: comunaprevestpop@hotmail.com

Orkut: Comunidade Ativa Pré-Vestibular Popular

Blog: http://comunaprevestibularpopular.nireblog.com/

Coordenação Geral

Emerson Sbardelotti Tavares – (27) 8163-4349
prof.emerson.comuna@hotmail.com
http://poetaemerson.nireblog.com/

03/07/2008 GMT 1

A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL

comunaprevestibularpopular @ 22:05

A Corte Portuguesa No Brasil
Autor: ANÍBAL de ALMEIDA FERNANDES: Novembro, 2007.

A vinda da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro
(1808-1821)

1) Situação em Portugal: A Europa está devastada pelo furacão Napoleão que mexeu em todos os tronos europeus e, no fim de 1807, está chegando em Portugal. É a madrugada de 27/11/1807 e a corte, desesperada, se atropela com pressa e desordem no cais de Belém para embarcar, filhas sem pais, mulheres sem marido, pessoas da mais alta nobreza que esperam subir a bordo com a roupa do corpo e com pouco ou nenhum dinheiro. D. João chegou acompanhado de D. Pedro Carlos, infante de Espanha, primo de Carlota Joaquina, e tomam a nau capitânia Príncipe Real com 67 m. de comprimento que recebe mais de 1.000 passageiros e é a sala do trono flutuante da monarquia portuguesa, logo depois chegam Dona Carlota, D. Pedro, as infantas e o infante D. Miguel, e se dividem em 4 navios, por questão de segurança dinástica, D. Pedro e D. Miguel embarcam com o pai; dona Carlota e 4 filhas embarcam na fragata Alfonso de Albuquerque; espera-se a rainha, Dona Maria 1a, a Louca, com 73 anos que aos urros entremeados de lamúrias e exclamações de Ai Jesus!, Ai Jesus!, se recusa a embarcar, pois quer ficar com o povo e resistir e, finalmente, é carregada nos braços pelo comandante da frota real e embarca no Príncipe Real. As 2 princesas do meio embarcam no Rainha de Portugal enquanto a tia e a cunhada de D. João embarcam no Príncipe do Brasil. Trazem consigo, metade do tesouro português, algo em torno de 80 milhões de cruzados, a outra metade já fora quase toda gasta para comprar a neutralidade com a França de Napoleão, sequiosa dos tronos europeus, e o que resta em Lisboa, cerca de 10 milhões de cruzados, não dava para mover o reino e pagar as dívidas, o que fará o general Junot derreter toda a prataria das igrejas e palácios para pagar a manutenção das tropas francesas em Portugal na guerra que se seguirá e que matará 250.000 portugueses, ou seja, 1/12 da população portuguesa.
A transferência para o Brasil já fora sugerida pelo famoso padre Antonio Vieira, conselheiro de D. João 4o (1641-1656). Depois, com a crescente penúria de Portugal e a enorme riqueza que vinha do Brasil, Luis da Cunha, diplomata de D. João 5o (1706-1750), reexamina a mudança proposta por Vieira, pois acha muito mais racional administrar o Brasil in situ. Com o furacão napoleônico, a loucura de D. Maria 1a e a crescente insegurança de Portugal, a transferência volta a ser cogitada por Rodrigo de Sousa Coutinho, futuro Conde de Linhares, que declara à Corte em 1798: que os domínios na Europa já não constituíam a capital e o centro do império Português.
A situação européia está muito complicada por conta da exigência de Napoleão do Bloqueio Comercial contra a Inglaterra. Em 1806, o espanhol Manoel de Godoy 1o Ministro de Carlos 4o, e amante da rainha Maria Luisa, procura efetivar junto a Paris a partilha de Portugal em 3 partes: ao Norte a Etrúria, com o Minho e o Douro tendo o Porto por capital que seria entregue ao genro de Carlos 4o, Luis de Parma, como Rei de Etrúria, o Sul com o Alentejo e o Algarves fica para Godoy que terá o titulo de príncipe dos Algarves, o Centro com a Beira, Trás os Montes e Estremadura fica para os Bragança tendo Carlota Joaquina como regente. Em julho de 1807 o embaixador português em Paris recebe um ultimato para que Portugal rompa as relações com a Inglaterra. A 3/11/1807 Portugal concorda e manda pelo Marquês de Marialva diamantes brasileiros para acalmar Napoleão e solicita a Lord Strangford, o embaixador inglês de 27 anos tradutor de Camões, que se retire do país; a 18/11 Strangford pede o passaporte, fecha a embaixada e se abriga na esquadra inglesa ao largo de Lisboa, comandada por sir Sidney Smith, sendo que, os navios HMS Marborough, Bedford, London e Monarch sob o comando de Graham Moore escoltariam a frota portuguesa até o Brasil.
Esta proteção inglesa seria duramente cobrada pela Inglaterra através de um tratado feito por Lord Strangford em 1810, com total apoio de Rodrigo de Sousa Coutinho que por tal auxílio recebe, como cortesia, um retrato de Jorge 3o da Inglaterra com enfeites de diamantes e uma caixa de diamantes. Este malfadado tratado, pessimamente recebido pela Corte, atinge diretamente a soberania do reino com as seguintes particularidades: os ingleses estariam sujeitos somente à sua própria justiça, seus navios de guerra teriam acesso ilimitado às águas brasileiras e, quando em missão de proteção, eles seriam abastecidos pela Corte, a madeira brasileira poderia ser usada para a construção naval britânica, os ingleses poderiam negociar e possuir propriedades sem nenhuma restrição, não estariam sujeitos à Inquisição e teriam liberdade de culto, e o pior de tudo, a mais escandalosa sujeição, para os ingleses as taxas seriam apenas de 15% enquanto que para os brasileiros e portugueses a taxa era de 16%!!! Alem disso, o altíssimo custo de instalação da corte no Rio, que estava falida, obrigou D. João a obter um empréstimo de 600.000 libras da Inglaterra para manter funcionando a gigantesca burocracia da Corte dando como garantias de pagamento as receitas do arquipélago da Madeira e o monopólio da Coroa sobre o pau-brasil, receitas que eram vitais para o reino. Portugal já vinha, desde a época pós-descobrimentos, perdendo sua importância e força econômica e política no contexto mundial, que fora imensa com mais de 50 fortes ao longo das ricas costas asiáticas que dominavam as rotas e transações comerciais que davam lucros extraordinários para Portugal, pois, infelizmente, a tenacidade, competência técnica, empresarial e logística que demonstrara e o fizera dono do comércio global acabara. Dois fatos causam um enorme prejuízo às finanças do reino: a Restauração dos Bragança, após o domínio espanhol de 1580 a 1640 custou muito caro, pois o auxilio inglês significou o casamento da filha de D. João 4o com o rei Carlos 2o da Inglaterra em 1661 e, para isso, houve o dote de 2 milhões de cruzados e a entrega da região de Tanger e Bombaim. A alegada expulsão dos holandeses de Pernambuco, em 1654, que fora o ponto mais rico do mundo colonial português com sua exportação de açúcar atingindo 700 mil arrobas, fez com que, entre 1661 (Tratado de paz de Haia) e 1730, Portugal tivesse que pagar à Holanda, 4 milhões de cruzados de indenização, além de entregar o Ceilão e as ilhas Molucas para a Holanda.
Por conta dessa desastrada política de entrega de patrimônio e perda de renda, em 1800 Portugal já está sem força, pois acabara o dinheiro que vinha do Brasil, cujo apogeu foi entre 1750 e 1760, quando se estima que veio uma fortuna de 2,5 milhões de toneladas de ouro e 1,5 milhões de quilates de diamantes (ou 1.094 toneladas de ouro e 3 milhões de quilates de brilhantes), que ajudou a reconstruir Lisboa destruída pelo terremoto ao tempo de D. José 1o e do Marquês de Pombal cuja energia, dinamismo e autoridade tiraram Portugal da letargia em que estava desde a época pós-descobrimento abrindo as portas da Corte para os riquíssimos comerciantes que queriam ser nobres, aliás, como já fizera D. João 5o, visando conseguir recursos para manter o fausto da Corte empobrecida. Portugal era um país em acelerado processo de decadência, como metrópole autônoma, pois começou dando ao comerciante inglês as condições de igualdade com o português, avançou a ponto de sacrificar nossa indústria em prol da britânica e acabou por concordar em eliminar a lavoura brasileira para favorecer a agricultura das colônias inglesas das Antilhas.
2) A Viagem: A esquadra era provavelmente composta de 8 naus, 3 fragatas, 2 brigues, 1 escuna de guerra, 1 charrua de mantimentos e mais vários navios mercantes da marinha portuguesa num total de 56 barcos conforme os registros de bordo recuperados por Kenneth Light, ou 36 velas conforme Lord Strangford. Quanto ao número de emigrados varia enormemente, temos 15.000 (Schultz, 1998), minuciosos 13.800 (Rocha Martins IHGB, 1910), entre 8.000 e 15.000 (Manchester, Transferência da Corte para o Brasil) e, hoje em dia, fala-se no total de apenas 522 pessoas sendo 420 civis e 102 militares (Esparteiros, 1979, que aparecem no Almanaque da cidade do Rio de Janeiro de 1811, ou na Gazeta), citado por Nireu Cavalcanti, no Rio de Janeiro setecentista, porém, Kenneth Light, no livro The Migration of the Royal Family, baseado na carta que o comandante inglês, James Walker, do Bedford, enviou ao Almirantado em Londres informa que, só no Príncipe Real (com 67 m. por 16,5 m.) estavam 1.054 pessoas e, alem disso, ele avalia que de tripulantes havia entre 6.000 a 7.000. Nesta animada celeuma/controvérsia eu opino que deveria haver entre 5.000 e 10.000 fugitivos uma vez que, apenas na nau Príncipe Real viajavam 1.054, o que demonstra que essa quantidade de barcos (56 ou 36) era excessiva para trazer apenas 502 pessoas! Há que se considerar que, pelos usos e costumes da época, a Família Real era servida tanto por inúmeras famílias nobres como por enorme criadagem. Temos como referencia o palácio de Versalhes onde havia 6.000 pessoas a serviço da família real, entre nobres da mais alta estirpe e criadagem e o Príncipe de Condé, num jantar para apenas 8 convivas, tem 25 empregados servindo à mesa, fora a équipage de apoio interna.
A esquadra deixa a barra do Tejo às 7,00 h. de 29/11/1807. A frota chegou a ser avistada por Junot quando chegou a Lisboa e, daí, vem o dito ficou a ver navios. Muitos nobres do velho regime não quiseram fugir, ainda abalados com o Massacre dos Távoras, em 1759 que supliciara membros da mais alta nobreza: o Duque de Aveiro, o Marques e Marquesa de Távora e o filho Marques novo de Távora e o Conde de Atouguia, feito na época do Marquês de Pombal, o enérgico 1o Ministro de D. José. Alguns nobres aderem ao inimigo e se apressam a fazer rapapés ao General Junot e a sua mulher Laura, Duquesa de d´Abrantès, que era da alta sociedade napoleônica, convidando-os para recepções. A viagem é cheia de privações, não há água corrente nem banheiros e as necessidades fisiológicas eram feitas em plataformas suspensas sobre a amurada dos navios, alem disso, na pressa do embarque, água, víveres, roupa de cama foram deixados no cais e precisam solicitar lençóis e cobertores da marinha britânica. Não há roupa de baixo para troca e na Alfonso de Albuquerque há uma infestação de piolhos que obriga as mulheres a raspar a cabeça, começando com Carlota Joaquina e as princesas reais. Não há nenhuma privacidade e alguns nobres têm que dormir no convés ao relento, sem camas nem cobertas, sendo molhados pelo mar. A frota se divide após tempestade na ilha da Madeira, e a Príncipe Real e a Alfonso de Albuquerque à 22/1/1808, após 54 dias chegam a Salvador (46.000 habitantes) e onde a família real pisa o solo brasileiro pela 1a vez para agitação dos baianos que não os esperavam, aí ficando até 26/2/1808, seu primeiro compromisso oficial foi uma missa na catedral da Sé. Entretanto a Rainha de Portugal e a Príncipe do Brasil seguiram direto para o Rio, chegando a 17/1/1808, onde os viajantes permanecem a bordo aguardando a chegada do resto da esquadra, com a rainha Dona Maria e o regente D. João.
3) A chegada no Brasil: Finalmente a corte reunida desembarca, às 15 horas de 7/3/1808, no Rio de Janeiro cuja população total era de 60.000 almas, das quais quase metade eram escravos negros e recebe esta multidão de emigrados precariamente. A chegada à baía da Guanabara é assim descrita por um viajante da época:
Não existe viajante algum que, tendo visto o Rio, não fale com admiração do magnífico espetáculo proporcionado pela baía da cidade. Esta baía é ainda mais vasta que a baía de Constantinopla, pois tem 5 léguas de extensão por ¾ de milha de largura, é defendida por rochas graníticas de efeito grandioso e poderia acolher todas as frotas do mundo sem amontoamento.
Quando se entra na baía, após o sofrimento da longa travessia, fica-se comovido com o esplendor do panorama:
Porém que decepção se sente, oh meu Deus, quando se sai do ancoradouro?! Os perfumes que vem da baía são infectos!! A explicação é simples, a água das casas era transportada pelos escravos de várias fontes em barris semelhantes aos que, no fim da tarde, carregavam os detritos, pois as casas não têm fossa séptica já que o lençol freático, por causa do solo pantanoso, está muito próximo da superfície e todos os detritos domésticos são postos em barris que os escravos põem sobre a cabeça e vem, em procissão, para o mar onde os jogam, dá para imaginar o mau cheiro com o terrível calor do lugar, esses negros são como o símbolo da cidade. E o ponto onde jogam é próximo ao palácio e quem estiver na janela, não pode deixar de ver os horrorosos barris, que vão e vem na água da baía ao cair da tarde e cujo odor se faz sentir até o fundo dos quartos do Palácio Real e do Hotel Pharoux, que hospeda os estrangeiros e fica inabitável conforme a direção do vento. Mais tarde, uma viajante francesa diz que as margens da baía não passam de um vaso sanitário infecto e as praias que pareciam tão belas do navio, eram o receptáculo das imundícies de toda a cidade!!!!
A cidade andava extasiada com as notícias de que estava próximo o dia do rei, em pessoa, estar na exuberante capital tropical, e o vice-rei e capitão geral do Brasil, Dom Marcos de Noronha e Brito, apoiado pelos grandes da terra, preparava a recepção e a instalação da corte, dando exemplo ao despejar-se, a si próprio, do palacete em que vivia para cedê-lo aos ilustres migrantes sem teto. Do reino, da Inglaterra e França, fortes comerciantes, da Itália vários artistas, da Áustria sábios naturalistas e da costa da África, pretos de várias compleições, num total de 5.000 a 10.000 pessoas. Na realidade, não resta opção para os moradores, pois uma das primeiras leis baixadas pelo regente, D. João, foi o direito de aposentadoria que consta das Ordenações do Reino, nos livros 2 e 4. Essa prerrogativa de aposentos (lugar para morar) era oferecida às pessoas dotadas de privilégios, que detinham os diversos cargos públicos, civis, militares e eclesiásticos e as demais pessoas privilegiadas da sociedade quando se deslocavam para outro sítio longe de sua residência, a serviço do Estado, ou do rei, e cuja conseqüência prática foi pedir que os fluminenses que tivessem mais que uma propriedade, a cedesse aos migrados, ordem que era extensiva às lojas e armazéns. Esta lei esteve em vigor até 1818. Para se entender essa forte arbitrariedade há que se entender o poder do rei em uma Monarquia Absolutista onde o Estado era apenas um aspecto da glória do rei e não havia separação nítida entre as ações, desejos e vontades do rei, tanto no Estado como em sua vida particular, pois o rei é o senhor de tudo e reinava no país como dono da casa e em casa como dono do país. A corte do antigo regime estamental é entendida como uma imensa casa do rei, e essa posse chega a tudo, tanto é que a separação dos fundos econômicos da Casa de Bragança e os fundos do Estado português só serão resolvidos com a criação de um Erário Público no 1o Reinado, por D. Pedro 1o Imperador do Brasil (1822-1831).

4) D. João 6o: (*13/5/1767-+10/3/1827), 27o Rei de Portugal, Duque de Bragança, Barcelos e Guimarães, Marquês de Viçosa, Conde de Arraiolos, é muito feio, baixo, gordo, bonachão, comilão chegando a devorar 3 frangos seguidos, arrematados por 4 ou 5 mangas, acompanhados por água, uma vez que raramente bebia vinho, era sossegado e sem vaidades, não gostava de roupas novas, muito carola e só foi rei porque seu irmão José morre de varíola em 1788 e a mãe é, oficialmente, declarada louca!!! em 1799, tornando-o Príncipe Regente, uma das causas desta loucura pode ter sido a tremenda culpa que Dona Maria sentiu por não ter permitido que D. José se vacinasse contra a varíola. Porém, apesar de uma aparente fraqueza ele representa a visão do futuro e da adaptabilidade à nova ordem, pós-revolução francesa na Corte portuguesa, é ele a querer vir para o novo mundo, é ele a querer ficar, e a fazer o Brasil, Colônia e Vice Reino de 1500 a 1808, virar Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1808-1822), é ele a abrir os portos brasileiros logo ao chegar em Salvador, BA, a 28/1/1808, num ato que é considerado o início da nossa emancipação econômica, é ele em Abril de 1808 a dar o Alvará de Liberdade Industrial que permite a abertura da tecelagem, da manufatura de metais e alimentos, porém a alegria dura pouco e os ingleses forçam-no a taxar a mercadoria brasileira em 16%, enquanto que a inglesa tem apenas taxa de 15%, o que faz fracassar a indústria brasileira e o Brasil ser inundado com produtos ingleses sem penetração na Europa por conta do Bloqueio de Napoleão, é ele que em 1808 funda o Banco do Brasil para regular a moeda, porém o desmando e a corrupção são de tal ordem e o dinheiro é emitido em tal quantidade que o lastro de ouro é superado e o dinheiro perde o valor e a respeitabilidade e o Banco fecha as portas em 1828, insolvente, é a D. João VI que o Brasil deve o futuro de grande esplendor econômico do café no Império, pois entrega com as próprias mãos aos vassalos, mais chegados à corte, as mudas de café que manda trazer da África, ele construiu o Jardim Botânico, um observatório astronômico, um teatro, uma biblioteca pública, a tipografia real, uma fábrica de pólvora, a Academia Militar, a Academia da Marinha. É ele, finalmente, a ter a perspicácia e visão política do futuro ao fazer o filho ficar, cá no Brasil, quando urge voltar a Portugal para acalmar os ânimos dos reinóis indignados com a ausência do rei, é ele, D. João 6º, injustiçado pela história oficial que não lhe dá a unanimidade ao julgar como sua, a decisão de vir para o Brasil como estrategista competente que era é ele, sem dúvida, a grande figura da Casa de Bragança desta corte no exílio e a quem o Brasil deve sua existência como Nação. Ele foi um dos poucos monarcas europeus a reinar continuamente durante a época napoleônica o único a me tapear em todos os tempos como escreveu, sobre ele, Napoleão em Santa Helena. Sua vida no Rio, na Quinta da Boa Vista, é muito simples, acorda às 6,00 h., assiste à missa, é barbeado, toma o café da manhã e discute a administração da cidade. Almoça ao meio dia numa grande mesa oval e cercado por todos os nobres e dignitários e ao fim é assistido por D. Pedro que segura a bacia de prata e por D. Miguel que derrama água para que ele lave as mãos após a refeição. É fato histórico que guardava frangos inteiros nos bolsos das casacas engorduradas e puídas, Tobias Barreto informa que: não havia registro de D. João VI ter tomado banho de corpo inteiro tanto em Lisboa como no Rio. Dorme um pouco após o almoço e depois cuida dos negócios, passeia pela cidade e visita a mãe. Dorme por volta das 23,00 h.
5) Carlota Joaquina: (*25/4/1777-+7/1/1830), é a 1a filha de Carlos 4o de Espanha e de Maria Luisa, a fogosa rainha que brigou com a Duquesa de Alba por ciúmes de Goia o grande pintor dos reis de Espanha. Carlota era bisneta de Luís XV, tetraneta de Luís XIV, ambos reis de França e profundamente orgulhosa de sua origem Bourbon, era horrível com um rosto anguloso e quase masculino, com barba e bigode, com menos de 1,50 m e sonhava com a grandeza da Espanha, ela detestava o Brasil não vendo a hora de voltar para a Europa, não houve na corte no exílio, quem mais fez intrigas, e das mais ambiciosas, inclusive para submeter o reino português aos domínios espanhóis ou conseguir a Coroa de Espanha para si própria uma vez que seu pai Carlos 4o e seu irmão Fernando 7o estavam prisioneiros de Napoleão. Arrogante, cruel, vingativa e impetuosa tinha um gosto espalhafatoso para roupas e jóias tendo a cabeça adornada com um arranjo de jóias e plumas, foi considerada a Messalina, a Maria Antonieta de Portugal. Tentou destronar o marido em 1805, mas foi impedida por D. João que passou a viver separado dela. Ela vive irrequieta, se deslocando do palácio Real no centro para um palacete num morro vizinho e para uma casa na praia do Botafogo, sempre cavalgando pela cidade cercada por uma guarda pessoal e exigindo que os passantes sejam quem forem, nobres ou estrangeiros, parem se ajoelhem e façam reverências em sua passagem e mandando sua guarda pessoal agredir quem não as faça, isto gera tantos incidentes diplomáticos que D. João 6o isenta os estrangeiros desta obrigação. Quando sua filha mais velha Maria Teresa se casa, em 1810, com o primo D. Pedro Carlos, Infante de Espanha, ela fica furiosa e diz que prefere a filha jogada num poço à casada com seu primo. Ao voltar para Portugal com D. João 6o levando 4.000 cortesãos a 25/4/1821 ela disse, vou enfim encontrar uma terra habitada por homens, vivi 13 anos no escuro só vendo pretos e mulatos.
D. João e Carlota Joaquina, tiveram 9 filhos, entre eles: 1 Imperador e Rei, 1 Rei e 2 Rainhas:
Maria Teresa, princesa da Beira; mulher de Pedro Carlos, Antonio, morto jovem; Maria Isabel, mulher de seu tio Fernando 7o (1784-1833) rei de Espanha; Pedro, 1o Imperador do Brasil e Rei Pedro 4o de Portugal; Maria Francisca mulher de Carlos 5o (1788-1855) rei de Espanha; Isabel Maria, regente de Portugal (1826-1828); Miguel, que pelo casamento com a filha de D. Pedro 1o, sua sobrinha, torna-se rei de Portugal; Maria, morta solteira e Ana Maria, duquesa de Loulé.

6) A adaptação da Corte aos trópicos: A corte endividada, e atônita, com a novidade dos trópicos encontrou na colônia um tecido social que estava assim estruturado: Já existia na colônia uma aristocracia de poder econômico e privilégio social composta de senhores de engenho, criadores de gado e fazendeiros produtores de víveres e mercadorias, os quais agrupados em clãs impenetráveis controlavam as áreas situadas em torno das principais cidades litorâneas sendo que a aristocracia nordestina era simpática a Portugal e a do sul era resistente ao poder real, (Alan Manchester).
A apologia do poder real enfatizava as propriedades inatas do soberano com seu caráter paternal para com seu povo e sua procedência divina e sua capacidade divina de conceder graças. A nobreza migrada, composta da mais alta nobreza de sangue e espada como os Marialva (1475), Penalva (1499), Abrantes (1504), Arcos (1620), Sabugosa (1640), Angeja (1654), São Miguel 1663, Lavradio (1664), Alorna (1667), Fronteira, Castelo Novo, São Lourenço, Óbidos, Gouveia, Ribeira Grande, S. João da Pesqueira, Alvor, Sta Cruz, Vila Nova, Assumar, Alva, Miranda do Corvo, e a nobreza de toga composta pelos comerciantes de grosso trato nobilitados a partir de D. João 5o, que são mais recentes e influentes nos cargos da administração do reino, como os Anadia, Pombal, Vagos, Belmonte ou, pois essas 2 nobrezas empenharam-se em manter sua proximidade com o Rei e alargar as distâncias que as separavam das elites da terra criando uma tensão sócio-cultural que marca a estada da corte no Brasil e foi usada por D. João 6o com maestria numa estratégia inteligentíssima para manter o controle do país e da Corte e preservar a Dinastia Bragança. Os emigrados passam suas primeiras semanas em completo estado de choque cultural e emocional horrorizados com o clima, a insalubridade da cidade e a vulgaridade dos brasileiros e apavorados com as tempestades tropicais cheias de raios e trovões, o marquês de Borba escreve, desesperado, para os familiares: é um mundo novo, mas para pior!!!, eu nunca pensei terminar meus dias em terra de tanta abominação e escândalo. Os anos de 1817 e 1818 foram os mais faustosos da permanência da corte no Brasil. Em particular o período entre a chegada da princesa Maria Leopoldina Josefina Carolina Von Habsburgo-Österreich, (22/1/1797-11/12/1826), filha de Francisco I, Imperador da Áustria-Hungria e Maria Teresa de Bourbon-Sicílias a 5/11/1817, para o casamento com D. Pedro, Duque de Bragança e Príncipe do Brasil e o aniversário e coroação e aclamação de D. João, a 13/5/1818, como monarca de uma centenária Casa Real européia. Foram inúmeras festas feitas com doações dos grandes negociantes nativos sempre com desfiles e arcos triunfais pelas ruas da cidade que deslumbraram, pelo luxo, fausto e riqueza, a população da cidade, pois eram acontecimentos totalmente inéditos para o Novo Mundo.

7) A adaptação dos brasileiros à Corte: Os sentimentos de vassalagem dos fluminenses se exprimem pelos muitos e gordos donativos feitos para sustentar o dia a dia da corte que era de manutenção caríssima, e contínua, só em aves para a alimentação gastavam-se 75 contos de réis por mês, e, praticamente o rei não tinha nenhuma outra renda além da concessão das mercês, franqueada aos vassalos, como já era praxe em Portugal desde D. João 5o, 24o rei de Portugal, (1706-1750), e que era o principal capital econômico de que dispunha a monarquia para sobreviver. Em 1800 conseguia-se em Portugal, o Foro de Fidalgo por 25.000 cruzados e o Hábito de Cristo por 5.000 cruzados. Portugal foi diferente, das demais nobrezas territoriais européias, por não basear o seu estado, e o seu poder, exclusiva ou majoritariamente, nos senhorios da terra, lá havia uma categoria de nobre genuinamente lusitano, o fidalgo mercador. A partir do Marquês de Pombal, no século XVIII, se consolida em Portugal a importância dos grandes comerciantes na sociedade portuguesa que participam da máquina administrativa e lutam pelo ideal da nobilitação ficando cada vez mais ricos e poderosos, enquanto que a velha nobreza decaía e se endividava cada vez mais.
8) A Quinta da Boa Vista: D. João se instala na Quinta da Boa Vista (São Cristóvão) que recebe em doação do comerciante Elias Antonio Lopes, e a quem ele confidenciou maravilhado (sic): Eis aqui huma varanda Real, Eu não tinha em Portugal cousa assim. Porém, a casa não convence como residência real a John Luccock que a considera: acanhada e pretensiosa, mal construída e pessimamente mobiliada. Dona Maria fica no convento do Carmo. Carlota Joaquina fica na antiga sede do vice-reino no centro da cidade, que vira o Palácio Real, que era absolutamente desprezível como habitação real, com 63,98 m. por 23,76 m. de área, porém é: um casarão sem nenhum mérito arquitetônico. Em 1817 a comitiva austríaca de dona Leopoldina se decepcionará com o palácio, que acha sujo e malcheiroso reclamando do estrume no terreno e das nuvens de insetos que atraíam: qualquer fidalgo alemão provinciano dispõe de uma residência mais bonita.

A Quinta da Boa Vista avaliada em 400 cruzados rendeu a Elias a Comenda da Ordem de Cristo e o titulo de Cavaleiro da Casa Real, Elias ao morrer, em 1815, deixou uma fortuna de 235.908$701 (duzentos e trinta e cinco contos novecentos e oito mil setecentos e um réis) e, ainda mais, 110 escravos avaliados em 9 contos de réis.
9) O início da nobreza Brasileira: Manuel José da Costa Filgueiras Gayo informa no Nobiliário de Famílias de Portugal, que o foro de Cavaleiro ou Escudeiro era sinal de nobreza de sangue, principalmente, quando esse título já era usado antes da reforma de D. Sebastião em 1572 reforma, esta, que simplificou, e facilitou, as exigências para qualificar os novos titulares já inseridos na nova dinâmica social de grandes fortunas que começa a imperar entre a nobreza de Portugal a partir do século XVII. Cabe aqui, uma referência histórica familiar, pois no século XV, meu 13o avô, João de Arantes, Morador da Casa Real e Senhor da Quinta de Romay, foi feito por El Rei D. João 2º (13o Rei de Portugal entre 1481-1495) de quem era companheiro de armas, Condestável dos Espingardeiros a 2/1/1488, (conforme o documento histórico que confirma esta nomeação), e ele já era qualificado como Cavaleiro Fidalgo de sangue e espada.
Foram os comerciantes de grosso trato fluminenses, (que tinham preponderância sobre os outros setores econômicos existentes na colônia, como os comerciantes reinóis e a aristocracia agrária nativa), que ajudaram a manter o passadio da corte e foram agraciados com Comendas e Títulos: Manoel Caetano Pinto cuja fortuna, em 1839, era de 280 contos de réis, José Inácio Vaz Vieira, Antonio Gomes Barroso, Antonio José Ferreira, genro de Manoel Caetano Pinto, com fortuna de 300 contos de réis, e vários outros, entre eles o mais influente e poderoso, Brás Carneiro Leão (1732-1808), o maior e mais poderoso dos negociantes de grosso trato do Rio de Janeiro que, já em 1802, fora agraciado com a Ordem de Cristo e era Cavaleiro da Casa Real e tinha carta de brasão para si e seus 6 filhos. Louis de Freycinet, comentando a vida social do Rio informa que ficou atônito com a opulência das mulheres da família de Carneiro Leão as quais usam jóias de tal magnificência que apenas os diamantes são avaliados em 6 milhões de francos.
A viúva de Brás Carneiro Leão, Ana Francisca Rosa Maciel da Costa, é feita por D. João 6o, Baronesa de São Salvador de Campos, a 17/12/1812, e é o 1º brasileiro nato a receber mercê de título nobiliárquico no Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Sua filha, Luisa Rosa Carneiro da Costa (1786-1843), casou-se com Paulo Fernandes Viana, que era íntimo de D. João 6o e administrava a cidade do Rio, e deste casal descendem: Paulo, Conde de São Simão; Maria, Marquesa de Cunha e Ana Luiza, Duquesa de Caxias.
Seu filho, José Fernando Carneiro Leão, que tinha o hábito da Ordem de Cristo desde 1810, será Conde de Vila Nova de São José e diretor da Banco do Brasil, sua mulher foi assassinada em Outubro de 1820 e a suspeita cairá sobre Carlota Joaquina. Uma de suas filhas, casa-se com o filho de Rodrigo de Souza Coutinho, 1o Conde de Linhares em 1808, Ministro de D. João VI, que é o exemplo típico da nova nobreza portuguesa iniciada por D. João V, pois representa a nobilitação de mercadores de grosso trato sem nenhuma ascendência de linhagem nobre de sangue, ele era atarracado com cabelos encaracolados e de cor tão morena que os seus desafetos na Corte suspeitavam que ele tinha sangue africano.
Sua filha, Ana Carneiro da Costa, será a 1a Viscondessa de Cachoeira.
Seu filho, José Alexandre Carneiro Leão, será Visconde de São Salvador de Campos.
Sua filha, Francisca Mônica Carneiro da Costa, será Marquesa de Baependi, e mãe do Conde de Baependi e do Barão de Juparanã.
Sua neta Mariana será Marquesa de Jacarepaguá.
Sua bisneta Francisca será Viscondessa de Carapebús.
10) Estilo de vida e hábitos dos brasileiros da Corte: Era essa a rotina de vida dos ricos fluminenses: levantavam às 9 horas, desjejum às 10, trabalhavam até às 15, fazem em seguida uma longa sesta e, às 20, tomavam um chá com a família. Quando eram convidados para a casa de amigos iam às 19 e voltavam às 23. Quando tinha baile voltavam às 2 ou 3 horas da madrugada. O almoço/jantar começava com uma sopa de carne com legumes, seguida de frango com arroz e molho picante, entre cada prato uma colherada de farinha de mandioca como se fosse o pão e, para refrescar o paladar, usavam laranjas e saladas. Como sobremesa tinham o arroz doce, queijo de minas, holandês ou inglês, frutas variadas e, para beber, porto ou madeira e o café. Somente os homens usam a faca, mulheres e crianças se servem com os dedos e as escravas comiam ao mesmo tempo, em pontos diversos da sala sendo que, por vezes, suas senhoras lhes dão um bocado com as próprias mãos. Os estrangeiros sentiam repugnância pelo prato de carne seca de Minas com feijão preto e farinha de mandioca, tudo isso cozido e amassado com os dedos que são lambidos no final. Quanto à higiene pessoal, o inglês Henry Koster reparou na cuidadosa limpeza com o próprio corpo que os brasileiros de toda classe tem.
A mulher vivia confinada, privada de liberdade, num contínuo isolamento, sempre fechada em casa e mesmo entre a nobreza vigorava a norma da província, de que a mulher só três vezes saía de casa, para ser batizada, para casar, para ser enterrada. As mulheres costumavam sentar-se em esteiras, de pernas cruzadas à maneira oriental, junto às janelas rodeadas de escravas para servi-las. O ócio e a falta de exercícios rapidamente deformavam o corpo das adolescentes que, aos 13 anos assumiam o papel de matronas e, aos 18 já atingiam a plena maturidade física. A beleza feminina da época ia da moça do tipo quebradiço, quase doentio, à mulher gorda, mole, caseira, maternal, de coxas e nádegas largas, com pezinhos deformados por sapatos apertados demais, de seda nas cores branca, azul, celeste, rosa, que duram 2 dias, pois as calçadas são péssimas, só em 1818 chega a moda dos sapatos envernizados de couro que são caríssimos. A cintura de vespa era apertada pelo espartilho. Os cabelos eram longos e com todos os formatos arquitetônicos possíveis e com nomes pitorescos: tapa missa e trepa moleque. Usavam xales de seda, lã, pelo de camelo, renda, tricô, musselina bordada de ouro ou prata.
Os homens, sempre de barba e/ou bigode, se vestiam como ingleses e tinham como característica o fardamento das diversas ordens, com guarda roupa composto de calças, calções, camisas, casacos, sobrecasacas, chambre de seda, lenços e gravatas, meias de seda, chapéus, jaquetas e xales de lã, tudo sempre muito colorido.
A vida social é muito chata e as distrações pouco freqüentes, pois quase não há reuniões sociais. Os jantares, bailes ou reuniões em casa particular, são coisas quase inexistentes. O 1o teatro foi construído pelo Rei e inaugurado a 12/10/1813, com o nome de Teatro São João, continha 1.020 poltronas e 112 camarotes. Carlota Joaquina achava o Rio sem nenhuma sofisticação e julgava a cidade repugnante, terra de macacos e negros.
11) Como os Bragança criam uma dinâmica social brasileira: Graças a Napoleão, que provoca a fuga da Corte, tivemos a inserção política do Brasil no Reino de Portugal e a chance de crescer como nação no novo mundo que emerge do turbilhão social que varre a Europa e começa a reestruturar a sociedade européia, pós-revolução francesa, abrindo vários caminhos para o desenvolvimento, pois um rei Português forte, independente e bem instalado na distante Lisboa, jamais teria dado liberdade para que uma classe dirigente do Brasil Colônia ficasse rica e poderosa o suficiente para pleitear sua inserção no teatro centenário da Corte recebendo dignidades e títulos nobiliárquicos. Entretanto o início econômico do Brasil, como nação, foi engolfado pela Inglaterra que se aproveita da debilidade da Corte no exílio e abusa de sua força estrangulando o incipiente desenvolvimento comercial brasileiro. A configuração social da corte de D. João 6o no Brasil é composta de uma mistura da nobreza européia centenária, quase falida, e de nobres de toga mais recentes que eram ricos e vindos da classe comercial graças ao Marquês de Pombal, e da elite da terra brasileira de enorme riqueza e honrados/cooptados com as Insígnias das Ordens centenárias e com Brasões de Armas, dados como prêmio de relevantes serviços prestados ao rei e às grandes doações que permitiram a manutenção do fausto da Corte falida, o que reproduz a mesma dinâmica social estabelecida em Portugal desde D. João 5o (1706-1750). Para conseguir renda e manter a Corte, durante o período que passou no Rio, D. João 6º concedeu títulos a 28 marqueses, 8 condes, 16 viscondes e 21 barões, além de fazer 4.000 cavaleiros. Tal quantidade foi criticada por Pedro Calmon que satiriza esta prodigalidade: tornar-se conde em Portugal exigia 500 anos, no Brasil apenas 500 contos.
Esta prodigalidade do Rei D. João 6º consegue, graças a essa inteligentíssima estratégia, exterminar as possíveis ilusões democráticas pós-revolução francesa e lhe permite administrar e controlar, todas as classes sociais na dourada cadeia da subordinação ao Rei, sempre tendo em vista a preservação da pirâmide monárquica na qual esses ricos nativos querem se inserir e mantém sob rígido controle tais indivíduos em seus ofícios e no devido respeito à sua autoridade Real garantindo a sobrevivência da Dinastia, pois o Rei nesta sociedade estamental, de uma monarquia absoluta, é o único dono de tudo e de todos no Reino que é a sua Casa. Esta semente de estrutura social, lastreada na ambição de ascensão social da elite brasileira, irá frutificar com tremenda intensidade no Império que se instala após a volta de D. João 6º a Portugal em 1821, quando os 2 Imperadores se valem desta forte ambição de ser nobre que tem a elite brasileira, para sustentar o Império e lançar as bases da permanência de sua dinastia no Novo Mundo cercando-se em apenas 67 anos de barões, viscondes, condes e marqueses num total de 986 titulares que recebem 1.211 títulos (assim divididos: 3 Duques, 47 Marqueses, 51 Condes, 235 Viscondes e 875 Barões) que tudo devem ao Imperador que lhes concede esta benesse apenas ad personam (de caráter pessoal isto é, vale apenas para o agraciado durante a vida, não sendo a nobreza brasileira hereditária, detendo o Imperador o poder total de administrar com mão de ferro a sucessão do título e manter as famílias sob sua completa dependência, num aprimoramento muito ardiloso do que fazia D. João 6º). Essa multidão de nobres sustenta e protege o Império dos perigosos ventos democráticos que assolavam a Europa pós-napoleônica com toda a lealdade, fidelidade e interesse em perpetuar esta Dinastia que os dignifica como nobres e que, talvez, teria se mantido se houvesse um herdeiro masculino para ser Pedro III.

Bibliografia consultada para estruturar este trabalho:
O Brasil no Tempo de D. Pedro II, Fréderic Mauro, Cia. Das Letras, 1991.
A Cidade e o Planalto, Tomos I e II, Gilberto Leite de Barros, Martins, 1967.
A Corte no Exílio, Jurandir Malerba, São Paulo, 2000, com vários trechos citados, em especial as pgs: 307, 219, 328, 220, 221, 222, 216, 329, 363, 297, 323, 202, 213, 212, 257, 330, 331, 335, 324, 325, 326, 234, 279, 280, 281, 298, 299, 258, 262, 16, 17, 173, 24, 311, 308, 255, 256, 259, 260, 261, 262, 263.
As Barbas do Imperador, Lillian Schwarcz, São Paulo, 1996.
Titulares do Império, Carlos Rheingantz, Rio de Janeiro, 1960.
Ensaio Geral, 500 Anos de Brasil, Heródoto Barbeiro, Bruna Cantele, São Paulo, 1999.
As 4 Coroas de D. Pedro I, Sérgio Correa da Costa, Paz e Terra, 1996.
Anuário Genealógico Brasileiro, 1o Anno pgs: 85, 258 a 260, 2o Anno pgs: 21 a 74 e Vol. IX (Penúltimo), São Paulo, 1947.
Carlota Joaquina na Corte do Brasil, Francisca Nogueira de Azevedo, Civilização Brasileira 2003.
Brasil Terra à Vista Eduardo Bueno, L&PM 2003.
Brasil: uma História Eduardo Bueno, Ática, 2003.
Pedro II do Brasil, Glória Kaiser, Rio de Janeiro, 2000.
Império à Deriva, Patrick Wilcken, Editora objetiva, RJ, 2004, várias páginas tem trechos citados.
História do Brazil, Rocha Pombo, Benjamin de Aguila, Edição Ilustrada.
Anuário Genealógico Brasileiro, Ano IX (Penúltimo).
Brasil: uma História, Eduardo Bueno, Atica, 2003.
A reordenação urbanística da nova sede da Corte, Nireu Oliveira Cavalcanti.
1808, Laurentino Gomes, Planeta, 2007.
Diários de um Rei Exilado, Alejandro Maciel, Landmark, 2005.
Dona Leonor de Távora, Luiz de Lancastre e Távora, Quetzal, Lisboa, 2003.
História de Portugal, 4º Volume, José Mattoso, Estampa, 1998.

24/04/2008 GMT 1

PRIMEIRO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA 1712

comunaprevestibularpopular @ 21:26

O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo colocou na Internet os cerca de 44 mil verbetes do primeiro dicionário da língua portuguesa. Os primeiros volumes da obra "Vocabulário Portuguez e Latino", do padre Raphael Bluteau, foram publicados em 1712.

A digitalização da obra faz parte de projeto do instituto para facilitar a consulta de livros raros e de difícil acesso pelo público em geral. Bluteau nasceu em Londres e mudou-se para Portugal em 1668.

"Foi um grande trabalho. São aproximadamente 44 mil verbetes que tivemos que listar para consultas online", explicou a idealizadora e coordenadora do projeto no IEB, Márcia Moisés Ribeiro, à Reuters. Ao todo, o trabalho de digitalização levou cerca de um ano e quatro meses e foi concluído este mês.

Por ser um dicionário antigo, foi necessário pensar num sistema de busca de verbetes que englobasse tanto a grafia original da palavra no dicionário quanto sua grafia equivalente no português do Brasil atual, disse a pesquisadora.

"O sistema de pesquisa foi bem difícil de fazer. Estruturamos todos os quase 44 mil verbetes para que eles possam ser procurados tanto com a ortografia da época quanto pela que usamos hoje, para facilitar", disse Márcia.

Este é o segundo dicionário raro digitalizado pelo IEB, o primeiro foi o "Medicina Popular", também disponível gratuitamente no site do IEB em http://www.ieb.usp.br/online.

O instituto trabalha para disponibilizar em breve novos dicionários raros para consulta, todos relacionados à língua portuguesa ou à cultura brasileira.

A digitalização do "Vocabulário Portuguez e Latino" teve colaboração financeira da Biblioteca Guita e José Mindlin. "A idéia do projeto não é fazer dinheiro, a parceria do IEB com Mindlin foi feita com a intenção de facilitar o acesso a obras raras, de grande utilidade e de difícil acesso", disse Márcia.

(Reportagem de Rodolfo Barbosa)

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