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COMUNA - COMUNIDADE ATIVA PRÉ-VESTIBULAR POPULAR

Arquivo: Abril 2008

24/04/2008 GMT 1

PRIMEIRO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA 1712

comunaprevestibularpopular @ 21:26

O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo colocou na Internet os cerca de 44 mil verbetes do primeiro dicionário da língua portuguesa. Os primeiros volumes da obra "Vocabulário Portuguez e Latino", do padre Raphael Bluteau, foram publicados em 1712.

A digitalização da obra faz parte de projeto do instituto para facilitar a consulta de livros raros e de difícil acesso pelo público em geral. Bluteau nasceu em Londres e mudou-se para Portugal em 1668.

"Foi um grande trabalho. São aproximadamente 44 mil verbetes que tivemos que listar para consultas online", explicou a idealizadora e coordenadora do projeto no IEB, Márcia Moisés Ribeiro, à Reuters. Ao todo, o trabalho de digitalização levou cerca de um ano e quatro meses e foi concluído este mês.

Por ser um dicionário antigo, foi necessário pensar num sistema de busca de verbetes que englobasse tanto a grafia original da palavra no dicionário quanto sua grafia equivalente no português do Brasil atual, disse a pesquisadora.

"O sistema de pesquisa foi bem difícil de fazer. Estruturamos todos os quase 44 mil verbetes para que eles possam ser procurados tanto com a ortografia da época quanto pela que usamos hoje, para facilitar", disse Márcia.

Este é o segundo dicionário raro digitalizado pelo IEB, o primeiro foi o "Medicina Popular", também disponível gratuitamente no site do IEB em http://www.ieb.usp.br/online.

O instituto trabalha para disponibilizar em breve novos dicionários raros para consulta, todos relacionados à língua portuguesa ou à cultura brasileira.

A digitalização do "Vocabulário Portuguez e Latino" teve colaboração financeira da Biblioteca Guita e José Mindlin. "A idéia do projeto não é fazer dinheiro, a parceria do IEB com Mindlin foi feita com a intenção de facilitar o acesso a obras raras, de grande utilidade e de difícil acesso", disse Márcia.

(Reportagem de Rodolfo Barbosa)

13/04/2008 GMT 1

STF A FAVOR DAS COTAS - E VOCÊ?

comunaprevestibularpopular @ 18:14

STF A FAVOR DE COTAS - E VOCÊ?
Brasília - "Essa é uma técnica de compensação jurídica, uma forma de quebrar a hegemonia e colocar a sociedade nos eixos em condição de horizontalidade" . A declaração foi feita pelo ministro Carlos Ayres Britto (foto), ao anunciar nesta quarta-feira (02/04) seu voto favorável às Ações Afirmativas no julgamento da ADI 3330, movida pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN). É a primeira vez que o STF - a mais alta Corte do país - aprecia uma ação desse tipo.
A ação dos proprietários das escolas privadas questiona o sistema de cotas para negros, indígenas e portadores de necessidades especiais, bem como para alunos da rede pública, estabelecido pela legislação que criou o Programa Universidade para todos (Prouni) - Lei 11.906/2005.
O ministro relator destacou a essencialidade da Educação e a importância das Ações Afirmativas. "A diferenciação colocada pela lei 11.906 não ofende a Constituição. Muito pelo contrário, faz valer o princípio da igualdade que ela prevê", afirmou o ministro Ayres de Brito. Os anti-cotistas alegam que a reserva de vagas no ensino superior para preenchimento com base em critério racial seria inconstitucional.
Logo após o voto do relator, o ministro Joaquim Barbosa pediu vistas ao processo, o que para alguns analistas indicam que, como Barbosa é sabidamente favorável as Ações Afirmativas, pode ter sido uma forma de evitar uma decisão desfavorável. A tese foi reforçada ainda pelo fato de que, esperava-se que a ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal, antecipasse o seu voto favorável, como ocorreu no caso do uso das células tronco, o que não aconteceu.

Discriminação positiva
Na defesa das ações afirmativas, atuou a Conectas Direitos Humanos, entidade majoritariamente formada por brancos anti-racistas, recebida como "amicus curiae" no processo. "Amicus curiae" ou Amigo da Corte ou também amigo do tribunal (amici curiae, no plural) é uma expressão em Latim utilizada para designar uma instituição que tem por finalidade fornecer subsídios às decisões dos tribunais, oferecendo-lhes melhor base para questões relevantes e de grande impacto.
"Utilizar os critérios de pobreza, raça e origem escolar não para discriminar negativamente, mas para favorecer a fruição de direitos em igual medida por todos os grupos da sociedade é absolutamente compatível com o princípio constitucional da igualdade", afirmou Oscar Vilhena Vieira, diretor jurídico da organização, que fez a defesa oral durante o julgamento, que deverá ser retomado em nova sessão, sem data prevista.

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